quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dhikr SUFI na União Budista Portuguesa, Sábado 25 de Junho às 21,30, participação livre e gratuita


O dhikr ('menção', 'recordação') é uma das técnicas utilizadas pelos Sufis. Trata-se da repetição salmodiada dos Nomes Divinos, que nutre o coração e acalma a mente, abrindo uma janela sobre o mundo invisível. O dhikr pode ser individual ou grupal, silencioso ou salmodiado e ainda acompanhado por instrumentos musicais e danças místicas.

Estarão presentes, além dos representantes de Mawlana Shaykh Nazim (Mestre da ordem Sufi Naqshbandi) em Portugal, dois importantes representantes internacionais do Sufismo:

Shaykh Ahmad Dedé, iniciado nas ordem Sufis Mevlevi e Naqshbandi, autorizado ao ensino da dança rodopiante Sufi por Mawlana Shaykh Nazim al-Haqqani ar-Rabbani de Chipre (Mestre da ordem Sufi Naqshbandi); de origem indonésia, vive com a família dele em Holanda; com doçura e humildade conduz seminários de meditação, cantos e dança Sufi onde o despertar espiritual é alcançado tocando as vibrantes cordas do coração;http://blip.tv/naqshbandi/episodio-10-taller-de-giro-derviche-sheikh-ahmed-dede-la-vera-5223234

Shaykh 'Umar Margarit, representante e responsável da ordem Sufi Naqshbandi e de Mawlana Shaykh Nazim na Espanha.

A comunidade Sufi Naqshbandi agradece a União Budista Portuguesa pela fraterna disponibilização do espaço onde realizarmos o dhikr.

Sejam bem-vindos/as!

-- السلام عليكم - as-Salâm 'alaykum!
A comunidade Sufi Naqshbandi portuguesa
http://oceanosdemisericordia.blogspot.com











terça-feira, 21 de junho de 2011

"Pela criação do Homem-Asa" - Tertúlia de homenagem a Cruzeiro Seixas: sábado, 25 de Junho, 16,00 horas, Livraria Sá da Costa, Lisboa

Programa do Ciclo "Em Torno de Agostinho da Silva", na Casa Bocage, em Setúbal

"Em Torno de Agostinho da Silva" na Casa Bocage (Setúbal)

25 de Junho - Sábado - 18h

Apresentação do ciclo de tertúlias "Em Torno de Agostinho da Silva” na Casa Bocage, por Maurícia Teles e Bruno Ferro
Apresentação do Portal Agostinho da Silva - "O Espólio", por Rui Lopo e Ricardo Ventura Apresentação do mais recente número da Revista "Cultura Entre Culturas", nº3, por Paulo Borges

16 de Julho - Sábado - 17h

"Agostinho da Silva, prefigurador da Comunidade Lusófona - nos 15 anos da CPLP" e apresentação do mais recente número da Revista "Nova Águia", por Renato Epifânio

10 de Setembro - Sábado - 17h

"O que é a Filosofia - de Kertchy Navarro? As Sete Cartas a um Jovem Filósofo de Agostinho da Silva", por Dirk Hennrich

15 de Outubro - Sábado - 17h

"Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa", por Miguel Real

12 de Novembro - Sábado - 16h

"São Martinho em Torno de Agostinho" (Título a definir), por Duarte Drumond Braga
(Título a definir), por Bruno Ferro

Leilão de um retrato de Agostinho da Silva (técnica mista) de José Manuel Capelo, por João Raposo Nunes
Piano improvisado, por Paulo Costa (a confirmar)
Participação livre e confraternização entre os presentes (com água pé, castanhas e afins)

domingo, 19 de junho de 2011

24º Encontro Inter-Religioso de Meditação - 21 de Junho - 18h

Na sequência das passadas sessões destes encontros, cabe agora à Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna receber-vos. Convidamos todas as diferentes tradições e religiões a participarem neste encontro para enriquecimento da nossa experiência espiritual e convidamos todos os interessados a oferecerem a sua participação num momento que faremos especial.

18h00 - Recepção/bhajan
18h45 - Leitura de breves textos, das várias tradições, intervalados por pausa de 1 minuto de silêncio.
Meditação tradicional Hare Krishna - 10 minutos
Meditação em silêncio - 25 minutos
Partilha de experiências
Breve oração colectiva pela paz e união entre todos
Pequeno convívio

Rua Dona Estefânia, 91
tel: 215320038
Janaki dd: 936935075
Krsna Puja: 918966583

Festival das Artes

Por um novo paradigma mental, ético e civilizacional

Vivemos hoje uma profunda crise do paradigma antropocêntrico que dominou a humanidade europeia-ocidental e se mundializou: nele o homem vê-se como centro e dono do mundo, reduzindo a natureza e os seres vivos a objectos desprovidos de valor intrínseco, como meros meios destinados a servir os fins e interesses humanos [1]. Se o surgimento da ciência e da tecnologia moderna obedeceu, sobretudo após as duas Revoluções Industriais, à crença no progresso geral da humanidade mediante o domínio da natureza e a exploração ilimitada dos seus recursos, incluindo os seres vivos, vive-se hoje a frustração dessa expectativa de um Paraíso terreno científico-tecnológico e económico: o sonho comum aos projectos liberais e socialistas converteu-se no pesadelo da persistente guerra, fome e pobreza, da crise económico-financeira, da destruição da biodiversidade, do sofrimento humano e animal e da iminência de colapso ecológico. Muitos relatórios científicos mostram o tremendo impacte que o actual modelo de crescimento económico tem sobre a biosfera planetária, acelerando a sexta extinção em massa do Holoceno, com uma redução drástica da biodiversidade, sobretudo nos últimos 50 anos, a um ritmo que pode chegar a 140 000 espécies de plantas e animais por ano, devido a causas humanas: destruição de florestas e outros habitats, caça e pesca, introdução de espécies não-nativas, poluição e mudanças de clima [2].

Manifestação particularmente violenta do antropocentrismo tem sido o especismo, preconceito pelo qual o homem discrimina os membros de outras espécies animais por serem diferentes e vulneráveis, mediante um critério baseado no tipo de inteligência que possuem que ignora a sua comum capacidade de sentirem dor e prazer físicos e psicológicos (a senciência, ou seja, a sensibilidade e o sentimento conscientes de si, distinto da sensitividade das plantas) ou o serem sujeitos-de-uma-vida, consoante as perspectivas de Peter Singer e Tom Regan [3]. A exploração ilimitada de recursos naturais finitos e dos animais não-humanos para fins alimentares, (pseudo-)científicos, de trabalho, vestuário e divertimento, tem causado um grande desequilíbrio ecológico e um enorme sofrimento. O especismo é afim a todas as formas de discriminação e opressão do homem pelo homem, como o sexismo, o racismo e o esclavagismo, embora sem o reconhecimento e combate de que estas têm sido alvo.

A desconsideração ética do mundo natural e da vida animal não só obsta à evolução moral da humanidade como também a lesa, lesando o planeta, como é particularmente evidente nos efeitos do consumo de carne industrial. Além do sofrimento dos animais, criados artificialmente em autênticos campos de concentração [4], além da nocividade da sua carne, saturada de antibióticos e hormonas de crescimento [5], a pecuária intensiva é um mau negócio com um tremendo impacte ecológico: a produção de 1 kg de carne de vaca liberta mais gases com efeito de estufa do que conduzir um carro e deixar todas as luzes de casa ligadas durante 3 dias, consome 13-15 kg de cereais/leguminosas e 15 000 litros de água potável, cuja escassez já causa 1.6 milhões de mortes por ano e novos ciclos bélicos (http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=7788); a pecuária intensiva é responsável por 18% da emissão de gases com efeito de estufa a nível mundial, como o metano, emitido pelo gado bovino, que contribui para o aquecimento global 23 vezes mais do que o dióxido de carbono; 70% do solo agrícola mundial destina-se a alimentar gado e 70% da desflorestação da selva amazónica deve-se à criação de pastagens e cultivo de soja para o alimentar; entre outros índices, destaque-se que toda a proteína vegetal hoje produzida no mundo para alimentar animais para consumo humano poderia nutrir directamente 2 000 milhões de pessoas, um terço da população mundial, enquanto 1 000 milhões padecem fome [6]. Isto leva a ONU a considerar urgente uma dieta sem carne nem lacticínios para alimentar de forma sustentável uma população que deve atingir os 9.1 biliões em 2050 [7].

Compreende-se assim a urgência de um novo paradigma mental, ético e civilizacional que veja que as agressões aos animais e à natureza são agressões da humanidade a si mesma, que não separe as causas humanitária, animal e ecológica e que reconheça um valor intrínseco e não apenas instrumental aos seres sencientes e ao mundo natural, consagrando juridicamente o direito dos primeiros à vida e ao bem-estar e o do segundo à preservação e integridade (no que respeita aos animais, Portugal possui um dos Códigos Civis mais atrasados, considerando-os meras coisas, o que urge alterar) [8]. Sem este novo paradigma, de uma nova humanidade, não antropocêntrica, em que o homem seja responsável pelo bem de tudo e de todos [9], não parece viável haver futuro.


[1] Kant considera o homem o “senhor da natureza”, que tem nele o seu “fim último” – Critique de la faculté de juger, 83, Paris, Vrin, 1982. O mesmo autor considera que os animais “não têm consciência de si mesmos e não são, por conseguinte, senão meios em vista de um fim. Esse fim é o homem”, que não tem “nenhum dever imediato para com eles” – Leçons d’éthique, Paris, LGF, 1997, p.391.
[2] Peter Raven escreve no Atlas of Population and Environment: "Impulsionamos a taxa de extinção biológica, a perda permanente de espécies, até centenas de vezes acima dos níveis históricos, e há a ameaça da perda da maioria de todas as espécies no fim do século XXI”. A equipa internacional liderada pelo biólogo Miguel Araújo, da Universidade de Évora, publicou recentemente um importante artigo na revista Nature sobre as consequências na “árvore da vida” das mutações climáticas antropogénicas: http://www.nature.com/nature/journal/v470/n7335/full/nature09705.html
[3] Cf. Peter Singer, Libertação Animal [1975], Porto, Via Óptima, 2008; Tom Regan, The Case for Animal Rights [1983], Berkeley, University of California Press, 2004, 3ª edição. Peter Singer segue a perspectiva utilitarista herdada de Jeremy Bentham e baseia-se na igualdade de interesses dos animais humanos e não-humanos em experimentarem o prazer e evitarem a dor, enquanto Tom Regan estende a muitos dos animais não-humanos a perspectiva deontológica de Kant, considerando-os indivíduos com identidade, iniciativas e objectivos e assim com direitos intrínsecos à vida, à liberdade e integridade. Cf. Os animais têm direitos? Perspectivas e argumentos, introd., org. e trad. de Pedro Galvão, Lisboa, Dinalivro, 2011.
[4] Cf. Peter Singer, Libertação Animal; Jonathan S. Foer, Comer Animais [2009], Lisboa, Bertrand, 2010.
[5] Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 75% das doenças mais mortais nos países industrializados advêm do consumo de carne.
[6] Cf. um relatório de 2006 da FAO, Food and Agriculture Organization, da ONU, Livestock’s Long Shadow: environmental issues and options: http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM
[7] http://www.guardian.co.uk/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet
[8] Para uma introdução às diferentes perspectivas e questões éticas e jurídicas relacionadas com a natureza e os animais, cf. Fernando Araújo, A Hora dos Direitos dos Animais, Coimbra, Almedina, 2003; Maria José Varandas, Ambiente. Uma Questão de Ética, Lisboa, Esfera do Caos, 2009; Stéphane Ferret, Deepwater Horizon. Éthique de la Nature et Philosophie de la Crise Écologique, Paris, Seuil, 2011.
[9] Cf. Hans Jonas, Das Prinzip Verantwortung, Frankfurt am Mein, Insel Verlag, 1979.

sábado, 18 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Filosofia e Poesia - Uma mesma luz, outra mesma linguagem.


O que é, na verdade, o conhecimento para a Filosofia? E para os Poetas, seus irmãos, será outro que o conhecimento do ser!? Para os Poetas, que encontram a palavra na semente de onde ela germina, na Origem da Saudade do Céu, conhecer é ser linguagem estelar. Não para a razão de ser, a linguagem, o mais soprado som da voz que a silencia, mas antes para o espanto de ser o mundo uma outra linguagem, um outro ser no mesmo ser desvelado. Conhecer é participar do ser, porventura seja “isso” a criação de outro que seja o fio, o anel dessa passagem pela (des)razão do ser que há. Para os Poetas, profetas da cegueira, é a visão que melhor conhece o que não tem como, pois de dentro e de fora do mistério é. Esse de que falam os poetas, o denso e obscuro mistério que em tudo habita e em tudo é constelação de nada, extingue-se na voz e na boca, para o nascer futuro de outra boca que o diga. A morte é a revelação de toda a claridade na obscuridade do mistério. Nisso, o poeta é “apóstolo” de uma ciência rara de ser e de estar, do “é” e do “há”.

No vórtice dessa avalanche de plenitude de ser desocultado, os Poetas abrem à filosofia uma via de rosas, um florir que ao sublime chamamento da alma sobe em jardins de antes de haver mundo e haver. Porque a boca do ser desenha o Silêncio que o poeta fala, para ouvir. Que bocas desenham, os poetas-filósofos, que não a outra face do mesmo milagre? Os filósofos a dizem na selva de uma linguagem, uma metalinguagem, para além da linguagem. Ansiosos, talvez, de tocar o nada com um dedo. Uma via hermenêutica que o Poeta revela, como se as nascidas palavras lhe crescessem na boca, na desordem harmónica de um caos sibilado em vozes. Cada uma seguindo o labirinto da sua mesma e esquecida Voz. O poeta é também a sua mesma lembrança, a sua Saudade de ser.

Afinal nada somos mais do que simples imagens do cosmos, com os braços abertos e o coração em estrela. Conhecer é participar do todo com o corpo e a voz. Mistério da encarnação, Logos de súbito acontecimento acontecido. Relâmpago e fulgor. Dizer é fazer acontecer, silenciar é orar. A ninguém oram os poetas e os filósofos. São bocas interditas. Tocam a luz e a treva com os dedos. Num mesmo gesto de ser.

Cada coisa é o seu mesmo mistério e espelho dele. Os Poetas e os Filósofos não pensam o mundo, não o explicam, que o mundo o não pode ser, sob o risco de deixar de ser, evidentemente, mistério e ser. Os poetas e os Filósofos estão no pensamento do mundo, percorrendo um labirinto debaixo de outro labirinto. Uma espiral enrolada sobre outra espiral girando em sentidos inversos e a vibrações complementares. O Poeta quer ser completo com o mundo, não apenas o que o homem também é: semente, luz, plano, vibração, um nada de uma vibração musical que crie o mundo e o nosso mesmo Silêncio de ser e de conceber, e, simultanamente, a mais completa sinfonia que reside nesse mesmo mistério.

Por isso mesmo, os poetas criam-se a si mesmos, e não têm que pedir desculpa a Deus. O Poeta deixa que a Palavra seja Silêncio e o silêncio se sagre em palavra. Os Poetas, pobres bocas pedintes, inspiram o mesmo mundo e envenenam a alma de mistérios segredados. Participam dos mitos, criando-se nadas com voz. Caminham por desertos de que conhecem os contornos indistintos das montanhas mágicas e sobem pelos anéis do sol, como se sagrados, no cume de si lhes nascessem asas ou bicos para furar a transparência de si mesmos, até ao recôndito abismo, de onde o Nada talvez grite e cante a uma mesma voz. Os poetas-filósofos são um terrível e sublime lugar de rios cruzados. Linhas de voz, pautas de sinfonias inventadas, dentro da vibração multiversal do mundo. Desocultam, desvelam, criam o ser e o não ser. Vão por florestas, clareiras, de novo, abraçadas: a terra e a terra. O mundo e o seu mistério engolem a voz, sopram-na para dentro de um poço tapado. (Des)labirintam-se em verdade. Encontram-se em montanhas tocadas pela voz que canta o ser da voz que o diz.

"Nada peças nem perguntes, inventa o mundo"

- Agostinho da Silva, Cortina 1 [inédito].

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Da conversação com as coisas mudas

“Assi com cousas mudas conversando, / Com mais quietação delas aprendo, / Que de outras, que ensinar querem falando. // Se pelejo, se grito, se contendo / Com armas, com razões, com argumentos, / Elas só com calar ficam vencendo”

– Frei Agostinho da Cruz, Elegia II, “Da Arrábida”.

sábado, 11 de junho de 2011

"Tenho por vezes o sentimento de não ser um verdadeiro ser humano"

"Tenho por vezes o sentimento de não ser um verdadeiro ser humano, mas uma ave ou um qualquer animal que houvesse tomado forma humana"

- Rosa Luxemburgo, "Cartas da Prisão".

O matrimônio mais dificultoso e infinitamente distante Verbo / Humanidade


"O matrimônio mais dificultoso e infinitamente distante (que foi o do Verbo com a humanidade) concordou-se em um instante; mas as opiniões dos entendimentos angélicos sobre este mesmo mistério, não se hão de concordar por toda a eternidade. Tanto mais fácil é unir distâncias e vontades, que casar opiniões e entendimentos. Poderem casar as pessoas sem o breve, era opinião; poderem casar as opiniões sem o breve, era impossível, por isso mandou Deus o breve."

Sermão Histórico Panegírico nos Anos da Rainha D. Maria Francisca de Sabóia, de Padre António Vieira.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Duerme Lisboa", canção-poema de Pablo Guerrero




"Puerto hacia islas que antes has soñado
ropa en el viento tendida.
Gente que mira a los ojos despacio
mientras finge estar dormida.

Duerme Lisboa lugar de la luz blanca,
lugar de los encuentros del corazón y el mar.
Quien te visita conoce su destino,
ciudad de los amantes que saben naufragar.

Haces presente el tiempo de la infancia
magia de las calles perdidas.
Bebe, viajero el vino verde y limpio
de toda la melancolía.

Duerme Lisboa lugar de la luz blanca,
lugar de los encuentros del corazón y el mar.
Quien te visita conoce su destino,
ciudad de los amantes que saben naufragar.

Si alguna vez nací, nací en Lisboa"

"I dream in my dream all the dreams of the other dreamers"

"I dream in my dream all the dreams of the other dreamers, /
And I become the other dreamers"

- Walt Whitman, Leaves of Grass.

"O bom português é várias pessoas"

"Sendo nós portugueses, convém saber o que é que somos.
a) adaptabilidade, que no mental dá a instabilidade, e portanto a diversificação do indivíduo dentro de si mesmo. O bom português é várias pessoas.
b) a predominância da emoção sobre a paixão. Somos ternos e pouco intensos, ao contrário dos espanhóis — nossos absolutos contrários — que são apaixonados e frios.
Nunca me sinto tão portuguesmente eu como quando me sinto diferente de mim — Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Fernando Pessoa, e quantos mais haja havidos ou por haver"

- Fernando Pessoa, Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, p. 94.

terça-feira, 7 de junho de 2011

"EXCOMMUNICATION"

"―EXCOMMUNICATION

I, Charles Robert Anon, being, animal, mammal, tetrapod, primate, placental, ape, catarrhynce, (...)man;
eighteen years of age, not married (except at odd moments), megalomaniac, with touches of dipsomania,
dégénéré superior, poet, with pretensions to written humour, citizen of the world, idealistic philosopher,
etc. etc. (to spare the reader further pains)"

- um inédito de Fernando Pessoa sobre um dos seus primeiros heterónimos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Agostinho da Silva - Penseur, écrivain, éducateur


Título : Agostinho da Silva
Autor : Borges, Paulo
Autor : Manuel Da Costa Esteves, José
Autor : Muzart Fonseca dos Santos, Idelette
Editor : Harmattan
Data de publicação : 2011
Assunto : Métiers et formations
Assunto : Ludique
Assunto : Histoire & culture
Língua : Françês
Formato : application/pdf
Senha : 9782296451742
Descrição : Agostinho da Silva était plusieurs personnages à la fois ; intellectuel et aventurier, pédagogue et philosophe, conseiller de présidents... Presque totalement inconnu en France, il l'est encore assez peu dans son pays natal, le Portugal. Révéré ou dédaigné, admiré ou vilipendé, il a fait tant de choses, lancé tant de projets, montré des facettes si différentes de sa personnalité ou de ses passions, qu'il est aujourd'hui encore un auteur à découvrir.
Procedência : izibook

Agustina Bessa Luis: Nasci Adulta Morrerei Criança