Mostrar mensagens com a etiqueta Agostinho da Silva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agostinho da Silva. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Curso sobre Agostinho da Silva na FNAC/Chiado, em Lisboa (novas datas)



Ciclo Agostinho da Silva
Fnac Chiado (18 Abril a 18 de Maio)

18 Abril: Rui Lopo. As “obras de Agostinho da Silva” em confronto com o espólio

26 Abril: Duarte D. Braga. Os projectos de divulgação cultural de Agostinho da Silva

27 Abril: Maurícia Teles. "Agostinho da Silva, além de Poeta...Poema"

3 Maio: Dirk Hennrich "Um Agostinho da Silva: As "Sete Cartas a um Jovem Filósofo" como autobiografia ficcional."

4 de Maio: Renato Epifânio "A reflexão de Agostinho da Silva sobre Portugal e a Lusofonia"

18 Maio: Paulo Borges. Agostinho da Silva e o encontro inter-religioso

Organização: FNAC / Associação Agostinho da Silva

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Curso sobre Agostinho da SIlva na FNAC CHIADO




Organização de Associação Agostinho da Silva e FNAC

Fnac Chiado (18 Abril a 4 de Maio, às 18h30)

18 de Abril: Rui Lopo. As “obras de Agostinho da Silva” em confronto com o espólio
20 de Abril: Paulo Borges. "Agostinho da Silva e o encontro inter-religioso"
26 de Abril: Duarte D. Braga. Os projectos de divulgação cultural de Agostinho da Silva
27 de Abril: Maurícia Teles. "Agostinho da Silva, além de Poeta...Poema"
3 Maio: Dirk Hennrich. "Um Agostinho da Silva: As "Sete Cartas a um Jovem Filósofo" como autobiografia ficcional."
4 de Maio: Renato Epifânio. "A reflexão de Agostinho da Silva sobre Portugal e a Lusofonia"

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carta de Agostinho da Silva

Amigos, Vivam Todos!


Tão boa que está a Hora, agora.

Antes de mais, digo-vos que o Miguel Real não pode vir ao jantar, porque teve de ir noutro lugar.

Amem.

Passaram 18 anos que vos deixei, e me livrei, corria então um terno Domingo de Páscoa.

Por aqui tudo isto é muito mais. Muitos coros celestiais. Sempre.

ENTRE o Paráclito tudo se vai passando, não passando, como num circo. Movimentam-se os pés por cima das esferas e a música acontece. Eu me explico tanto quanto posso.

Não há Banco Mundial, nem tão pouco Fundo Monetário Internacional. A Troika aqui é outra. Não há necessidade de investir para lucrar. Basta Ser.

Também não há escolas, embora ande todo o mundo a estudar. As crianças já antes da tenra idade aprenderam a voar.

Não há Hospitais. Levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Aqui ninguém dorme e anda sempre toda a gente a dormir. Às vezes temos gosto em conversar um pouco, desconversando. As palavras são tantas como um rio de silêncios, e o silêncio é uma regra de ouro.

Amem.

Já MIL vezes que vos disse que não temos nada a dizer. Também para quê se o nosso Império é de serviço e de amor. Aqui, que é aí, todos cabem em partes iguais, o “sem abrigo” e o inimigo, o artista e o cientista, as canções e as orações. Mas sem dúvida que somos muito dados à filosofia.

Temos apreciado a ESCOLA ABERTA AMARELA e o ESTUDO GERAL.

Criámos um novo método de ensinar onde não é preciso quantificar as aprendizagens. Como é sabido aprende-se muito desaprendendo. Também andámos por lá na Livraria UNI VERSO, em Setúbal.

A Maurícia manda um abraço.

É claro que aqui já não é “a Hora” de coisa nenhuma. E cá vos espero.

Amem.

O irmão servidor,
Agostinho da Silva

(Carta lida em Jantar de Confraternização "Recordando Agostinho da Silva" no Restaurante "Os Arcos", em Alhos Vedros, dezoito anos depois do desaparecimento físico do Professor).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

"O que era seguro era estar-se numa época de crise e ir sair de todo aquele século um mundo novo [...]"



"O que era seguro era estar-se numa época de crise e ir sair de todo aquele século um mundo novo, se a sua construção estivesse dentro das possibilidades humanas; os grandes edifícios sociais e políticos, os grandes princípios religiosos, as próprias normas literárias e artísticas manifestavam à mais ligeira observação os sinais do abalo profundo que não deixava de agitá-los; o homem do futuro já não cabia nas armaduras que vinham dos avós e ao esforço brutal que fazia por conquistar a liberdade abolavam-se as lâminas e estouravam os fechos; as próprias reacções eram sinais de derrocada; os fracos lamentavam-se e desejariam ter vivido em anos mais tranquilos, sem nenhum grave problema a resolver, com as escalas hierárquicas perfeitamente dispostas e a existência decorrendo como um fio monótono de fonte; Zola, porém, considerava como o mais belo dom dos deuses terem-no lançado para o fragor das torrentes, terem-lhe concedido ajudar as gotas companheiras na faina de abrir caminho, entre espumas e tumultos, para o verde sossego dos plainos"
– Agostinho da Silva, Vida de Zola [1942], in Biografias I, pp.127-128.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quarta 16/11, às 22h, no Chapitô (Lisboa) - Regresso às "conversas vadias" com... Fernando Dacosta

Conversas que pensam que nos pensam que se pensam. Resgatamos à televisão dos anos 90 as "conversas vadias" e os entrevistadores que popularizaram Agostinho da Silva junto do público português. Desta vez o convidado é Fernando Dacosta que, tomando como ponto de partida a entrevista realizada por Herman José ao professor, relembra esta figura e as suas grandes visões e utopias.

Passagem do episódio "Conversas Vadias" (entrevista de Herman José a Agostinho da Silva), 27', seguida de conversa informal. Estarão presentes membros da Direcção da Associação Agostinho da Silva.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

S. Martinho em torno de Agostinho, na Casa Bocage, Setúbal, Sábado, 16h

Caros Amigos e Amigas

A Associação Agostinho da Silva e a Casa Bocage (Divisão de Museus da Câmara Municipal de Setúbal)convidam-vos para o encontro "S. Martinho em torno de Agostinho", última sessão do ciclo de tertúlias "Em torno de Agostinho da Silva na Casa Bocage", no próximo sábado, 12 de Novembro, pelas 16 horas.
A sessão será preenchida com as seguintes intervenções:

"Agostinho da Silva e Fernando Pessoa: A coragem de ser outro", por Paulo Borges

"A Introdução aos grandes autores e a divulgação cultural de Agostinho da Silva nos anos 30", por Duarte Drumond Braga

"Uma leitura de Agostinho da Silva, à luz da actualidade", por Bruno Ferro

Exposição (venda) de retrato de Agostinho da Silva (técnica mista) de José Manuel Capelo, por João Raposo Nunes
Música com &FUSION
Confraternização entre os presentes (com Magusto).

Saudações cordiais
Maurícia Teles e Bruno Ferro

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"O mestre é o homem que não manda"

"O mestre é o homem que não manda; aconselha e canaliza, apazigua e abranda; não é a palavra que incendeia, é a palavra que faz renascer o canto alegre do pastor depois da tempestade; não interessa vencer, nem ficar em boa posição; tornar alguém melhor - eis todo seu programa"
- Agostinho da Silva, "Considerações"

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Agostinho da Silva - Penseur, écrivain, éducateur


Título : Agostinho da Silva
Autor : Borges, Paulo
Autor : Manuel Da Costa Esteves, José
Autor : Muzart Fonseca dos Santos, Idelette
Editor : Harmattan
Data de publicação : 2011
Assunto : Métiers et formations
Assunto : Ludique
Assunto : Histoire & culture
Língua : Françês
Formato : application/pdf
Senha : 9782296451742
Descrição : Agostinho da Silva était plusieurs personnages à la fois ; intellectuel et aventurier, pédagogue et philosophe, conseiller de présidents... Presque totalement inconnu en France, il l'est encore assez peu dans son pays natal, le Portugal. Révéré ou dédaigné, admiré ou vilipendé, il a fait tant de choses, lancé tant de projets, montré des facettes si différentes de sa personnalité ou de ses passions, qu'il est aujourd'hui encore un auteur à découvrir.
Procedência : izibook

quinta-feira, 17 de março de 2011

"Aviso aos que não concebem que sob o Deus católico possa haver o nada dos budistas”

“Não sou inglês por falar inglês. Não passo a ser católico se uso a linguagem católica.
Aviso aos que não concebem que sob o Deus católico possa haver o nada dos budistas”

– Agostinho da Silva, Caderno Três sem Revisão [inédito].

"A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo"

"A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo"
– Agostinho da Silva, Cortina 1 [inédito].

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Do sacrifício como símbolo da queda pelo consumo de carne de animais

"É possível que a princípio o sacrifício simbolizasse a queda por um alimento animal, a expiação da morte da primeira rês; por qualquer circunstância, o homem, primitivamente frugívoro, teria sido obrigado a alimentar-se com a carne de animais, até aí sagrados para ele; abatera o primeiro e logo sentira todo o horror do seu crime: matara um companheiro, um amigo, e o seu primeiro movimento foi de fuga; depois, para que os deuses lhe perdoassem, fazia-os tomar parte no festim. O rito estranho das Bufónias, antiquíssimo, reproduzia com pormenorização a cena primitiva: havia a fuga do sacrificador, a acusação de todos os que tinham tomado parte na cerimónia; finalmente, a condenação dos instrumentos que tinham servido para cometer o crime"

- Agostinho da Silva, A Religião Grega [1930], in Estudos sobre Cultura Clássica, p. 165.

Agostinho da Silva retoma aqui a tese de Teixeira Rego, seu professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Veja-se, de Teixeira Rego, a Nova Teoria do Sacrifício.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Desomenagem a Agostinho da Silva, no dia em que faria 105 anos



"Acho graça às homenagens
que me prestam,
excelente sinal de ilusões
que a eles restam;

sou tão humano quanto os outros,
com qualidades e defeitos
e mais as manhas que se escondem
em seus peitos;

[...]

de nós nada mais deixamos
que vãs memórias,
só Deus é grande, só Deus é santo
e o demais histórias"

- Agostinho da Silva, Uns Poemas de Agostinho, pp.17-18.

Li este poema no início do lançamento da antologia que organizei de Dispersos, de Agostinho da Silva, em 1988, no Mosteiro dos Jerónimos, numa mesa presidida por um sonolento presidente Mário Soares e perante a ruidosa "fina flor" das elites e da sociedade portuguesa, reunida para homenagear o filósofo que nunca tinham lido e para beberem uns copos à borla. Passados uns minutos, a presidência da mesa, incomodada, estava a pedir-me que parasse de falar...

E hoje o "vagabundo anarquista, como se definiu, continua a ser repasto de todas as aves de rapina.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Toska - Saudade - Duhkha

"Se eu escrevesse um diário, registaria constantemente as seguintes palavras: «Tudo me é estranho, sinto-me fragmentado, sempre, sempre aquela "тоска" pelo outro, pelo que me transcende.» Toda a minha existência é "тоска" pelo transcendente." - Nicolai Berdiaev

Tоска, em cirílico - Toska, em latim, é uma palavra de origem eslava e significa dor, tristeza, inquietação, limitação, restrinção, inquietação. Talvez, de alguma forma, "toska" esteja relacionada com "saudade". Segundo Berdiaev, toska é um sentimento direccionado para o mundo transcendente e é acompanhado por um sentimento de vazio, insignificância, perecibilidade do mundo em que nos encontramos. Toska erradia a solidão sentida pelo homem face ao transcendente, solidão essa derivada da experiência da ausência do divino. Toska é um sentimento Entre pois jaz entre o abismo do não-ser (nada niilista) e o transcendente divino. Assim, se toska é desespero, toska também é esperança, salvação.

Tal como "toska", a "saudade" não tem origem nas línguas indo-europeias. Talvez a palavra sânscrita que mais se assemelhe a "toska" e a "saudade" seja "duhkha" que significa impermanência, transitório, dor física, insatisfação, medo, mal-estar, medo de perder, insegurança, estar dividido, partido ao meio, separado de algo.

O homem sente-se separado, fragmentado, só, angustiado, dividido. É a condição humana que toma consciência da sua perecibilidade. A morte. Todavia, esta consciência pode ser um catalizador para uma busca escatológica - Sehnsucht - a busca do Ser. Como buscar? Como encontrar um caminho para trilhar? Podem a religião, a arte, a ciência ou a filosofia encontrar soluções que apaziguem o sofrimento inerente à condição humana? Devemos crer ou ter fé? Devemos acreditar ou experenciar essa Saúde obscurecida que jaz em todos nós? Devemos saber ou saborear?

Crente é pouco sê-te Deus
e para o nada que é tudo
inventa caminhos teus
- Agostinho da Silva

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Primeiro passo na internacionalização do pensamento e obra de Agostinho da Silva



AGOSTINHO DA SILVA, Penseur, écrivain, éducateur, organização de Paulo Borges, José Manuel Da Costa Esteves, Idelette Muzart-Fonseca dos Santos, colecção Mondes Lusophones, Paris, L'Harmattan, 2010, 330 páginas.

Foi dado o primeiro passo para a internacionalização do pensamento e obra de Agostinho da Silva, com este volume que inclui uma antologia de textos seus (organizada por Paulo Borges e Rui Lopo) e as actas do colóquio em sua homenagem, no dia do seu aniversário, 13 de Fevereiro de 2007, no Centro Calouste Gulbenkian, em Paris.

Estão já prontas outras traduções, para italiano e alemão.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"aquele nada que é tudo"

"Oxalá por saber tanto
me apeteça ficar mudo
só então vendo sem ver
aquele nada que é tudo"

- Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, p.88.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Baila a vida em liberdade / Sobre o nada em que me deito"

"Tudo o que faço e não faço
Sem eu o fazer é feito
Baila a vida em liberdade
Sobre o nada em que me deito"

- Agostinho da Silva, Quadras Inéditas