domingo, 29 de novembro de 2009

bosque


3 comentários:

Maria Sarmento disse...

No bosque, meu Amigo, não somos só nós humanos que com facilidade respirmos, mas são as árvores que inspiram e expiram e se tornam humanas paisagens de nós: o espelho da nossa perdição e errância. Espaço labiríntico de algum modo, tornado esse lugar o sublime, belo e terrível espaço da nossa infância e do universo mítico da nossa "Patria errante". O lugar perigado da nossa infância e o Para-Além-do-Mar da nossa esperança. Confiantes no Amor.

Um abraço, Francisco.

Rui Miguel Félix disse...

Pinnus silvestris.
Orlado o véu exterior ao bosque.
Genista micrantha e anglica
agrostis castelhana,
erica australis e arbórea,
matagais de carqueja e sargaços.
O biótipo de transição,
franja euro-siberiana.
Granito.
Montanha.
Corços, esquilos, arminhos e felinos entram na fotografia.
Ao alto aladas são aves que o sublimam.
O bosque d’inverno sem a luz das açucenas.
O alvor que o subentende e o branco que tudo cobre.

Abraço

soantes disse...

Subentendido o labirinto, ao sair, a respiração conspira em silêncio partilhado.