domingo, 14 de novembro de 2010

Há crise de identidade ou a identidade é (a) crise?

2 comentários:

saudadesdofuturo disse...

Eu diria, Paulo, que, em certa medida, a identidade é a crise. Pois ser idem.tico a si mesmo é negar o diverso de si e negar o diverso de si é estar preso a si. Quem está assim preso à sua identidade, como pode se abrir ao outro? à alteridade que constitui a crise, quando se pensa a "mesmidade"...

Por outro lado, não há crise se não houver a identidade.
Ver a diferença não é valorizar a partir da identidade, tornando-a centro de ser, em lugar de centro da vacuidade...

Comparar é ver, medir, a partir do idêntico. Identidade é ser ente e ser ente não é estar "enTre"...

Um imenso abraço, Paulo.

Paulo Borges disse...

"Ser" é crise, sumo risco e suma oportunidade, como diz o pictograma chinês que se traduz por "crise"...

Entre-abraço, Saudades