quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bandos de outros pássaros

«todos estes pássaros intrépidos»
«que rumo ao longínquo mais longínquo voando se vão»
«por certo algures não mais para longe voar conseguirão»
«e sobre algum mastro ou estéril rochedo se aninharão»

«A quem, porém, seria permitido depreender daí que diante deles uma rota livre sem medida não há ainda, que voaram já tão longe como é possível voar?! Todos os nossos grandes mestres e precursores por fim se detiveram: e não é exactamente o mais nobre e mais galante gesto esse com que a fadiga se detém. Também comigo e contigo as coisas se passarão assim. Mas que importa?! Outros pássaros voarão mais longe!»

«bandos de outros pássaros muito mais poderosos do que nós, que se encaminharão para onde nos encaminhávamos e para onde tudo é mar, mar e nada mais do que mar»
Nietzsche

2 comentários:

saudadesdofuturo disse...

Irei com esses pássaros para onde tudo é mar e mar e mar além de mar. Sou, se alguma coisa for, também pássaro intrépido e, ainda hoje os vi em formação de bailado, como se linguagem, vi ao céu do mar voar mais longe ainda.
Nesse mar vou em bando com outros que h´~ao-de voar mais longe, "onde tudo é mar, mar e nada mais do que mar".
Saúde!

Leôncio el Dani de Regañadientes y Orégão disse...

Que haja mastros e rochedos pelo caminho, também: pontos de referência, cruzeiros e estrelas polares, a partir dos quais se possa voar mais longe, para além dos quais continuem os mares.
Grande Saúde!