quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Entre Tantos


Tende para o Caos
Está Lá
Está Aqui
Em toda a Parte
Está
Ordem
Aqui e lá.
Não guardo
Vejo
O
Não visto.

Não tem forma
Em nenhuma se move
Por todas as direcções
Caminha e espalha:
Espelha (se)
Replica (se)

Não tem Se:

Incondicional.


Ele é o Tao da Água
Inominado.
Ele é o Centro
Sem centro.
Ele é a fuga
Para além do limite
O ilimitado
É entre.gar
O peito azul ao ar
E perder peso
Até entrar
A luz pela pupila
Pela tela

pon-tear
Entre-telas
Entre-orar.

É Outra Ordem
De Caos
É de outra imobilidade.
De Outro Silêncio.
O Corpo do pensamento
Mais o corpo
Físico
Pescadores de salmão
Peixes no Oceano
Imóvel.

Medito com os joelhos cruzados
Contrario o que se fixa.
Passeio pela mente
Assisto.
Tudo o que não é flexível
Separa
Agarra:
Corpo e mente.
O que é flexível
Também.

Não sendo nem não sendo
Posso ouvir
Ver
Sem ser visto
Incapturável
Não capturável
Pela escrita
O movimento imóvel
Deambulador de ideias
O pastor da Paradoxia.
Entre Eternos

Entre-teceres

Entre Seres.

1 comentário:

Maria Sarmento disse...

A leitura, faz lembrar os movimentos cardíacos. Os sons vão criando ritmos. É assim que o oiço, mais como um ritmo de galáxias do que como um "corpo" de poesia...