terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quero
Amar o teu corpo nu
Em todos os seus pedaços
Que em ti vagueiam,
Dis-persos.

Quero
Consumir todo o teu néctar,
Em cada orgasmo libertado.

Quero
Sugar-te as entranhas
Como um animal no cio,
Libidinalmente ansioso,
Insatisfeito pelo desejo intenso
Que, em nada, se consome.

Amo-te por e em todos os teus poros
Por onde transpiras uma sensualidade,
Única e irresistível.

És uma tentação permanente!
És a tentação que não se apaga
Da minha memória!

És a tentação, lúcida,
De todos os meus desejos e queres,
Insaciáveis, neste turbilhão libidinal
Que sempre me move!

Isabel Rosete, 14/05/2010

3 comentários:

MeTheOros disse...

Há ainda quem confunda as secreções próprias do cio com as secretas emoções próprias do amor.

Em vantagem, portanto, os animais - que não caem em tais dislates da líbido e desconchavo das entranhas.

Confundir-se tudo isto com poesia é que não lembraria nem à cabeça do... careca.


P.S.
Hum?!! Texto datado de 14 de Maio?

Mau! Será que temos aqui um esconso efeito dalguma peregrinação a Fátima mais encamada, perdão, desencaminhada?
Valha-nos Nossa Senhora do Monte Alegrete!

Ou terá sido rescaldo de uma expedição pelas agruras da estepe que não logrou alcançar as mais húmidas frescuras da tundra?

Decoro disse...

Parece-me que este tipo de poemas não deve estar escrito neste tipo de paredes. Isto é um blogue cultural, não prono.

De prono disse...

De-prono, não pro-penso... à peregrinação...