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segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Ser alegre: não ter medo de estar só
[…] escusamos de supor que teremos alguma espécie de salvação enquanto formos tristes, isto é, enquanto supusermos que consiste a alegria, à fácil maneira americana, em tirar retratos rindo; ser alegre consiste, pelo contrário, em não ter medo de retratos sério: em não ter medo de estar só
- Agostinho da Silva, “Imperfeição do Renascimento”, As Aproximações [1960], in Textos e Ensaios Filosóficos II, p. 58.
- Agostinho da Silva, “Imperfeição do Renascimento”, As Aproximações [1960], in Textos e Ensaios Filosóficos II, p. 58.
domingo, 25 de outubro de 2009
"Vamos para o silêncio do mar ou da montanha, porque o ruído altera todas as relações do homem com verdade" - Leonardo Coimbra
Herbert Draper, "A Water Baby"
Grande é o homem que conserva sempre em si a luz das primeiras horas; é água à boca da fonte, fogo interior aflorando em jeito de afeiçoar a Terra.
O Universo vai para o Uno da Graça, vindo do Uno do Caos.
É Caos, multiplicidade dispersa, multiplicidade amorosa. E é-o contemporaneamente. Não há uma evolução rectilínea que do caos leve à luz; há, agora e sempre, identidade da origem, pluralidade de seres, identificação final pela penetração amorosa.
As primeiras horas são de Alegria inocente, anterior ao pecado original.
Impropriamente se chama original ao pecado das criaturas. Este é a absolutização de cada criatura, esquecida a origem, tentando uma ilusória unidade pelo aniquilamento do Universo, pela absorção dos outros, pela omnipotência da palavra volvida em todo.
A criança é anterior ao pecado das criaturas.
Ela é a promessa infinita, o homem a exígua realização.
Leonardo Coimbra, “A Alegria, a Dor e a Graça”, Livraria Tavares Martins, Porto, 1956, pág. 26.
O Universo vai para o Uno da Graça, vindo do Uno do Caos.
É Caos, multiplicidade dispersa, multiplicidade amorosa. E é-o contemporaneamente. Não há uma evolução rectilínea que do caos leve à luz; há, agora e sempre, identidade da origem, pluralidade de seres, identificação final pela penetração amorosa.
As primeiras horas são de Alegria inocente, anterior ao pecado original.
Impropriamente se chama original ao pecado das criaturas. Este é a absolutização de cada criatura, esquecida a origem, tentando uma ilusória unidade pelo aniquilamento do Universo, pela absorção dos outros, pela omnipotência da palavra volvida em todo.
A criança é anterior ao pecado das criaturas.
Ela é a promessa infinita, o homem a exígua realização.
Leonardo Coimbra, “A Alegria, a Dor e a Graça”, Livraria Tavares Martins, Porto, 1956, pág. 26.
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