"Não há que ser eu, mas ainda menos há que ser nós.
A cidade dá o sentimento de estar em casa.
Assumir o sentimento de estar em casa no exílio.
Estar enraízado na ausência de lugar"
- Simone Weil, La pesanteur et la grâce, Presses Pocket, 1991, p.50.
Novalis escreveu que a filosofia não era senão saudade de estar em todo o mundo em sua casa. Penso ser essa a maior aspiração dos portugueses. Há que desterritorializar o nosso sentimento de Portugal, que na verdade, pelo menos desde os Descobrimentos, não é propriamente um território, mas antes um estado de espírito, um estado de universalidade. Essa é a verdadeira Pátria, que apenas indirecta e relativamente se expressa numa terra, numa língua, numa cultura e numa história. Não perceber isso é não perceber Portugal, cuja identidade é o próprio universo.
umoutroportugal.blogspot.com
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
"Ser orgulhoso é esquecer que se é Deus..."
- Simone Weil, La pesanteur et la grâce, Presses Pocket, 1991, p.49.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
"Cada religião é a única verdadeira..."
"Cada religião é a única verdadeira, ou seja, no momento em que nela pensamos é necessário prestar-lhe tamanha atenção como se não houvesse outra coisa; do mesmo modo cada paisagem, cada quadro, cada poema, etc., é o único que é belo. A "síntese" das religiões implica uma qualidade de atenção inferior"
- Simone Weil, Cahier VI, Oeuvres, Paris, Gallimard, 1999, p.848.
Não posso deixar de fazer deste reparo um reparo às tendências sincretistas de algum Fernando Pessoa e de algum Agostinho da Silva, que passa a meio caminho entre elas e o fundamentalismo dogmático da crença numa única religião verdadeira. Não parece possível seguir uma qualquer via religiosa ou mesmo espiritual sem uma dedicação e concentração totais, sabendo e aceitando ao mesmo tempo que outros podem e devem fazer o mesmo com outras vias religiosas e espirituais. Isto é algo a não esquecer no actual diálogo inter-religioso, que muitas vezes tende aos sincretismos fáceis e moles.
- Simone Weil, Cahier VI, Oeuvres, Paris, Gallimard, 1999, p.848.
Não posso deixar de fazer deste reparo um reparo às tendências sincretistas de algum Fernando Pessoa e de algum Agostinho da Silva, que passa a meio caminho entre elas e o fundamentalismo dogmático da crença numa única religião verdadeira. Não parece possível seguir uma qualquer via religiosa ou mesmo espiritual sem uma dedicação e concentração totais, sabendo e aceitando ao mesmo tempo que outros podem e devem fazer o mesmo com outras vias religiosas e espirituais. Isto é algo a não esquecer no actual diálogo inter-religioso, que muitas vezes tende aos sincretismos fáceis e moles.
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