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domingo, 26 de dezembro de 2010
Universalismo, nacionalismo, patriotismo
Do mesmo modo que o universalismo engrandece os homens e as nações, assim o nacionalismo e o patriotismo estreito os apequenam. Não podes prestar um bom serviço à tua nação, se não cuidares o bem da humanidade e do mundo.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Dois patriotismos
Há dois patriotismos. Um é o dos que colocam as coisas nacionais acima das outras só porque são as "suas", ignorando ou desvalorizando os demais povos, nações, línguas e culturas. É um nacionalismo encoberto, uma "xenofobia politicamente correcta", como disse alguém, e um egocentrismo projectado no colectivo, que estreita a inteligência e o coração e só tem trazido violência e dor ao mundo.
Outro é o patriotismo daqueles que, desejando o melhor para a sua nação, ou seja, o que torne os seus concidadãos pessoas melhores e mais felizes, valorizam nela o que for bom, mas não se demitem de a criticar e tentar purificá-la dos seus erros e vícios. Para esse efeito, interessam-se pelo que houver de melhor em todas as nações, povos e culturas, procurando promovê-lo e adaptá-lo na sua própria nação. Este é o patriotismo universalista que defendo no meu livro Uma Visão Armilar do Mundo e que encontro, em Portugal, esboçado no Padre António Vieira e florescente em Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
Só este faz hoje e sempre sentido. Sobretudo hoje, em que as nações são multiculturais e se procura um novo paradigma para um presente e um futuro de paz e consciência global.
Outro é o patriotismo daqueles que, desejando o melhor para a sua nação, ou seja, o que torne os seus concidadãos pessoas melhores e mais felizes, valorizam nela o que for bom, mas não se demitem de a criticar e tentar purificá-la dos seus erros e vícios. Para esse efeito, interessam-se pelo que houver de melhor em todas as nações, povos e culturas, procurando promovê-lo e adaptá-lo na sua própria nação. Este é o patriotismo universalista que defendo no meu livro Uma Visão Armilar do Mundo e que encontro, em Portugal, esboçado no Padre António Vieira e florescente em Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
Só este faz hoje e sempre sentido. Sobretudo hoje, em que as nações são multiculturais e se procura um novo paradigma para um presente e um futuro de paz e consciência global.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Do patriotismo como hábito de preferir o habitual ao estranho

"Sob análise estética verificamos que o habitual é vivenciado como "bonito". esta é a base do patriotismo: a pátria é mais bonita que qualquer outra situação, precisamente porque a sua estrutura fundante passa despercebida. Toda a irrupção que destrua o hábito, toda a "novidade radical", é vivenciada como "feia", horrível. Esta é a base da xenofobia: o estranho é horrível e deve resistir-se a ele"
- Vilém Flusser, in "Da migração dos povos", inédito publicado em Cultura ENTRE Culturas, nº1.
Colóquio Internacional "Do Diabólico ao Simbólico: a filosofia de Vilém Flusser", Anfiteatro IV da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 3 e 4 de Maio.
Um singular pensador checo, que escreveu algumas das suas obras maiores em português do Brasil. Consultem o programa e excertos no blog. A revista Cultura ENTRE Culturas publica um inédito seu e vai ser de novo apresentada no final do Colóquio, no dia 4, pelas 17.30.
vilem-flusser.blogspot.com
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