terça-feira, 25 de novembro de 2014
Andrew Shapiro - Mintgreen
ADORO ESTA PEÇA. É DE UMA HARMONIA E DE UMA TRANQUILIDADE
SINGULARES. QUÃO INSPIRADORA É EM MÚLTIPLOS MOMENTOS DA NOSSA EXISTÊNCIA
CONTURBADA (por vezes; tantas vezes)!
ASSIM BRINDO, COM TODOS VÓS, À SERENIDADE, QUE NOS HABITE A ALMA, SE POSSÍVEL, PARA SEMPRE!
Saudações amistosas,
Isabel Rosete
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
"ENTRE-CORPOS", um livro de Isabel Rosete: "TEMPESTADES", por Isabel Rosete
"ENTRE-CORPOS", um livro de Isabel Rosete: "TEMPESTADES", por Isabel Rosete: Ao poeta Rainer Maria Rilke "Beber o Sol na secura de um Oásis desconhecido Onde a água brota límpida, transparen...
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
CONFERÊNCIA DE INÊS DA CONCEIÇÃO DO CARMO BORGES EM SANTARÉM - O Comissário Inquisitorial Alexandre Marques do Valle - Um Percurso Biográfico entre Portugal e o Brasil no séc. XVIII.
No dia 20 de Setembro de 2014, às 16 horas, na Casa do Brasil em Santarém será dada a conferência, O Comissário Inquisitorial Alexandre Marques do Valle - Um Percurso Biográfico entre Portugal e o Brasil no séc. XVIII, pela Historiadora de Arte Inês da Conceição do Carmo Borges.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
Hino Portugal dos Grandes
Neste 10 de Junho, o hino alternativo que tive o prazer de escrever em 2012, com música do Maestro António Vitorino d'Almeida:
Hino Portugal dos Grandes
Da ocidental praia lusitana
Do finisterra europeu
Da noite do mundo como breu
Da noite da era que morreu
Outro Portugal se ergue
Irmão da Terra e do Céu
Rosto atlântico voltado ao oceano
Abraço armilar ao mundo
Vida Nova te espera
Renascida do azul profundo
Portugal dos Grandes
Coração vasto e fundo
Abraça todos os seres
Cria um Novo Mundo
Tua pátria todo o planeta
Todos os povos teus irmãos
Todas as vidas tua vida
Folhas, patas, asas, mãos
Quebra todas as amarras
Abre o peito, solta a voz
Desperta deste sono
O salvador somos nós
(3x)
Portugal dos Grandes
Coração vasto e fundo
Abraça todos os seres
Cria um Novo Mundo
O hino do Portugal dos Grandes não é um novo hino para Portugal. É um hino para um Novo Portugal, de todos os que se dedicam à solidariedade social, à protecção dos animais, das minorias e dos sectores mais desfavorecidos da população, à defesa das crianças, das mulheres e dos idosos, à luta contra a fome e a pobreza, à busca de alternativas espirituais, culturais, educativas, terapêuticas, económicas, ecológicas, sociais e políticas e que estão a caminhar no mesmo rumo, o de uma nova civilização, mais sã, consciente, ética e justa.
Foi apresentado no 10 de Junho de 2012 num evento público no Coreto do Jardim da Estrela em Lisboa.
Letra: Paulo Borges
Música: Maestro António Victorino d'Almeida
Realização: Edgar Pêra
Hino Portugal dos Grandes
Da ocidental praia lusitana
Do finisterra europeu
Da noite do mundo como breu
Da noite da era que morreu
Outro Portugal se ergue
Irmão da Terra e do Céu
Rosto atlântico voltado ao oceano
Abraço armilar ao mundo
Vida Nova te espera
Renascida do azul profundo
Portugal dos Grandes
Coração vasto e fundo
Abraça todos os seres
Cria um Novo Mundo
Tua pátria todo o planeta
Todos os povos teus irmãos
Todas as vidas tua vida
Folhas, patas, asas, mãos
Quebra todas as amarras
Abre o peito, solta a voz
Desperta deste sono
O salvador somos nós
(3x)
Portugal dos Grandes
Coração vasto e fundo
Abraça todos os seres
Cria um Novo Mundo
O hino do Portugal dos Grandes não é um novo hino para Portugal. É um hino para um Novo Portugal, de todos os que se dedicam à solidariedade social, à protecção dos animais, das minorias e dos sectores mais desfavorecidos da população, à defesa das crianças, das mulheres e dos idosos, à luta contra a fome e a pobreza, à busca de alternativas espirituais, culturais, educativas, terapêuticas, económicas, ecológicas, sociais e políticas e que estão a caminhar no mesmo rumo, o de uma nova civilização, mais sã, consciente, ética e justa.
Foi apresentado no 10 de Junho de 2012 num evento público no Coreto do Jardim da Estrela em Lisboa.
Letra: Paulo Borges
Música: Maestro António Victorino d'Almeida
Realização: Edgar Pêra
sexta-feira, 6 de junho de 2014
O Colégio D. António Barroso
*A Amizade intemporal, sempre vivenciada
pelas "meninas" do Colégio D. António Barroso
continua presente nas diferentes gerações!*
A frase é de uma antiga condiscípula, Carla Câmara, que ontem foi uma das «meninas» do nosso inesquecível colégio a aparecer na Bicaense. E que hoje, no seu mural de facebook tinha este presente feito de instantes, todos unidos no agora de um reencontro de adolescentes avós. Um pequeno filme que recolhe imagens cheias de estórias, dando-lhe o ritmo de um poema visual legendado com uma musica perfeita, e imagens cheias de estórias.
Inês da Conceição do Carmo Borges - A iconografia dos Anjos na Idade Moderna: Intermediários salvificos da Alma no acesso à Cidade Santa de Jerusalém Celeste
É edição e propriedade da Assembleia Distrital de Viseu e tem como director Alberto Correia.
Com capa e contra capa do fotógrafo José Alfredo, este número contém nas suas 176 páginas artigos de A. de Almeida Fernandes, dos Metello de Nápoles, Jaime Ricardo T. Gouveia, Abel Estefânio, Paulo Neto, Inês da Conceição do Carmo Borges (A iconografia dos Anjos na Idade Moderna: Intermediários salvíficos da Alma no acesso à Cidade Santa de Jerusalém Celeste), António Samuel Farraia e Alberto Correia. Feita na Éden Gráfico, em Viseu, está à venda ao preço de 7,5€
quinta-feira, 20 de março de 2014
JOHN BELL YOUNG plays NIETZSCHE: HYMNUS AN DIE FREUNDSCHAFT
SABIAM QUSABIAM QUE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
JOHN BELL YOUNG plays NIETZSCHE: HYMNUS AN DIE FREUNDSCHAFT
SABIAM QUSABIAM QUE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
quinta-feira, 13 de março de 2014
Samsara - Film complet
Sugestão cinematográfica: "Samsara"
Sobre o "Amor espiritual": mais um tema filosófico exposto em filme sob a perspectiva da Filosofia/Pensamento Oriental
Isabel Rosete
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
terça-feira, 12 de novembro de 2013
La justice russe ordonne la saisie des biens de l'opposant Alexeï Navalny
Justiça selectiva - Putin continua a recuperar o pior que havia na URSS:
La justice russe ordonne la saisie des biens de l'opposant Alexeï Navalny
Lançamento do livro de José Raimundo Noras "O Colégio Jesuíta de Santarém (1621-1759) Formas, espaços e Funções". Apresentação da obra pela Doutoranda Inês C. Carmo Borges, dia 15 de Novembro, pelas 18:30H, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, em Santarém
O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Dr. Ricardo Gonçalves, tem a honra de convidar V.ª Ex.ª para assistir à apresentação do Livro "O Colégio Jesuíta de Santarém (1621-1759) Formas, espaços e Funções", da autoria de José Raimundo Noras. A obra será apresentada pela Doutoranda Inês C. Carmo Borges, dia 15 de Novembro, pelas 18:30H, na Sala de Leitura Bernardo Santareno.
Santarém, 4 de Novembro de 2013.
Santarém, 4 de Novembro de 2013.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
gosto
gosto do teu abraço
gosto do teu sorriso
gosto quando lês em voz alta
gosto quando falas de história
gosto quando me dás a ler
gosto quando me levas ao cinema
gosto quando te irritas
gosto quando me dizes não
gosto de ver o tejo contigo
gosto do que não gosto
gosto da tua impaciência
gosto da tua generosidade
gosto da tua resistência
gosto da tua janela florida
gosto dos teus livros espalhados
gosto da tua musica
gosto da tua mão nos meus ombros
gosto do teu beijo na minha testa
gosto de ti assim
como és
gosto do teu sorriso
gosto quando lês em voz alta
gosto quando falas de história
gosto quando me dás a ler
gosto quando me levas ao cinema
gosto quando te irritas
gosto quando me dizes não
gosto de ver o tejo contigo
gosto do que não gosto
gosto da tua impaciência
gosto da tua generosidade
gosto da tua resistência
gosto da tua janela florida
gosto dos teus livros espalhados
gosto da tua musica
gosto da tua mão nos meus ombros
gosto do teu beijo na minha testa
gosto de ti assim
como és
sábado, 6 de julho de 2013
lagartos ao sol
Um grupo de restaurantes vazios decoram a praia urbana. Uma família numerosa de prédios com varandas fechadas e parques de campismos com roulotes instaladas há anos completam o cenário.
As mercearias concorrem derrotadas com os mini-mercados.
Um casal cuja faixa etária parece-se com a minha, pergunta:
- Os bancos estão abertos aos sábados?
Responde o merceeiro
- Só em Paris...
Na Costa da Caparica, há brasileiros e portugueses, velhos e jovens, brancos e pretos, gordos e magros e gordos de novo. Um hamburguer ao modo Mc Donald's custa menos de 2€.
A caminho da praia encontro Rosa com a família. Chapéus de sol, sacos com comida e bebidas tornam a bagagem do fato de banho pesada.
É com esforço que damos um abraço, as nossas mochilas atrapalham. Resignadas sorrimos.
- Como estás? Há tempo tempo! Não envelheces...
- Nem tu!
Ambas sabemos que mentimos. Do meu lado intactas restam as sardas, do lado de Rosa, os mesmos ombros magros contrastam agora com a gordura acumulada nas ancas.
- Mas como estás?
- Desempregada...
- Mas fora isto, está tudo bem?
...
O nosso olhar vagueia. Pede um mergulho. O mar está povoado de banhistas como se fossem peixes - na rede boa presa.
Na areia - lagartos ao sol.
terça-feira, 2 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
E se
Na sala da nossa casa na Leôncio de Magalhães, em São Paulo, as mãos dos meus irmãos abriam-se para receber o pó que nos fazia voar.
- Vamos viajar os três! Basta-nos sentir os pés nas nuvens e cheirar o ar do céu...
De braços abertos percorríamos a sala e o chão deixava de existir.
- E se, o Tejo fosse a água que separa Niteroi da Guanabara...
E se, era semear em terra fértil.
“– «Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que para o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende. (...)” *
A vida desperta em cada instante, no Cabo das Tormentas a Boa Esperança.
E se, a vida fosse este ar puro, que por vezes inspiro em cada beijo, e nutre o meu desejo de atravessar o cabo para poder respirar?
Em cada uma das nossas mãos, liberdade. Descansávamos nas estrelas e de lá o mundo nos parecia pequeno.
Na dor que nos separava, um lamento pequeno a pedia-nos coragem.
E se a vida fosse
a Boa Esperança
Tormenta que apazigua
Vida
Vamos viajar - os três, de ocidente a oriente. Querida irmã tu serás a princesa e nós os guerreiros que defendem o teu reino. Recolhe as asas na tempestade, abre-as ao sabor do vento.
E se,
Esta é a parte que falta
acende a vida
alimenta a serenidade
vontade que tenho
e não tenho
meus dedos que tocam e fogem
o corpo que se contrai,
pede e recusa
enredo sublime
que reinventa a vida
A quem a minha ousadia tanto ofende
Na Leôncio de Magalhães, éramos três a crescer. Na casa vizinha um cão morria de tristeza pela morte do dono. O comboio no final da rua ditava as meias-horas. A Nair esticava a carapinha nos sábados. Nossa mãe tocava piano. Nosso pai, escrevia.
Na segunda metade de vida, contornámos o cabo.
E se, outra vida houver estaremos nela inteiros.
Com asas, sem medo de voar.
* Canto V - estancia 50 - Lusíadas - Camões
- Vamos viajar os três! Basta-nos sentir os pés nas nuvens e cheirar o ar do céu...
De braços abertos percorríamos a sala e o chão deixava de existir.
- E se, o Tejo fosse a água que separa Niteroi da Guanabara...
E se, era semear em terra fértil.
“– «Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que para o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende. (...)” *
A vida desperta em cada instante, no Cabo das Tormentas a Boa Esperança.
E se, a vida fosse este ar puro, que por vezes inspiro em cada beijo, e nutre o meu desejo de atravessar o cabo para poder respirar?
Em cada uma das nossas mãos, liberdade. Descansávamos nas estrelas e de lá o mundo nos parecia pequeno.
Na dor que nos separava, um lamento pequeno a pedia-nos coragem.
E se a vida fosse
a Boa Esperança
Tormenta que apazigua
Vida
Vamos viajar - os três, de ocidente a oriente. Querida irmã tu serás a princesa e nós os guerreiros que defendem o teu reino. Recolhe as asas na tempestade, abre-as ao sabor do vento.
E se,
Esta é a parte que falta
acende a vida
alimenta a serenidade
vontade que tenho
e não tenho
meus dedos que tocam e fogem
o corpo que se contrai,
pede e recusa
enredo sublime
que reinventa a vida
A quem a minha ousadia tanto ofende
Na Leôncio de Magalhães, éramos três a crescer. Na casa vizinha um cão morria de tristeza pela morte do dono. O comboio no final da rua ditava as meias-horas. A Nair esticava a carapinha nos sábados. Nossa mãe tocava piano. Nosso pai, escrevia.
Na segunda metade de vida, contornámos o cabo.
E se, outra vida houver estaremos nela inteiros.
Com asas, sem medo de voar.
* Canto V - estancia 50 - Lusíadas - Camões
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