SABIAM QUSABIAM QUE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
quinta-feira, 20 de março de 2014
JOHN BELL YOUNG plays NIETZSCHE: HYMNUS AN DIE FREUNDSCHAFT
SABIAM QUSABIAM QUE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel RoseteE NIETZSCHE, PARA ALÉM DE FILÓSOFO, TAMBÉM FOI COMPOSITOR-MÚSICO?
A FILOSOFIA E A MÚSICA SEMPRE FORAM ARTES AFINS E, ASSIM, O CONTINUAM.
MUITOS SÃO OS FILÓSOFOS, PARA ALÉM DESTE "ANTI-CRISTO", QUE SOBRE ELA ESCREVAM E CONTINUAM A ESCREVER.
- MAS, SOBRE O QUE É OS FILÓSOFOS NÃO ESCREVERAM/ESCREVEM SE O SEU
OBJECTO DE ESTUDO É A TOTALIDADE DO REAL EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES?
Isabel Rosete
quinta-feira, 13 de março de 2014
Samsara - Film complet
Sugestão cinematográfica: "Samsara"
Sobre o "Amor espiritual": mais um tema filosófico exposto em filme sob a perspectiva da Filosofia/Pensamento Oriental
Isabel Rosete
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
terça-feira, 12 de novembro de 2013
La justice russe ordonne la saisie des biens de l'opposant Alexeï Navalny
Justiça selectiva - Putin continua a recuperar o pior que havia na URSS:
La justice russe ordonne la saisie des biens de l'opposant Alexeï Navalny
Lançamento do livro de José Raimundo Noras "O Colégio Jesuíta de Santarém (1621-1759) Formas, espaços e Funções". Apresentação da obra pela Doutoranda Inês C. Carmo Borges, dia 15 de Novembro, pelas 18:30H, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, em Santarém
O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Dr. Ricardo Gonçalves, tem a honra de convidar V.ª Ex.ª para assistir à apresentação do Livro "O Colégio Jesuíta de Santarém (1621-1759) Formas, espaços e Funções", da autoria de José Raimundo Noras. A obra será apresentada pela Doutoranda Inês C. Carmo Borges, dia 15 de Novembro, pelas 18:30H, na Sala de Leitura Bernardo Santareno.
Santarém, 4 de Novembro de 2013.
Santarém, 4 de Novembro de 2013.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
gosto
gosto do teu abraço
gosto do teu sorriso
gosto quando lês em voz alta
gosto quando falas de história
gosto quando me dás a ler
gosto quando me levas ao cinema
gosto quando te irritas
gosto quando me dizes não
gosto de ver o tejo contigo
gosto do que não gosto
gosto da tua impaciência
gosto da tua generosidade
gosto da tua resistência
gosto da tua janela florida
gosto dos teus livros espalhados
gosto da tua musica
gosto da tua mão nos meus ombros
gosto do teu beijo na minha testa
gosto de ti assim
como és
gosto do teu sorriso
gosto quando lês em voz alta
gosto quando falas de história
gosto quando me dás a ler
gosto quando me levas ao cinema
gosto quando te irritas
gosto quando me dizes não
gosto de ver o tejo contigo
gosto do que não gosto
gosto da tua impaciência
gosto da tua generosidade
gosto da tua resistência
gosto da tua janela florida
gosto dos teus livros espalhados
gosto da tua musica
gosto da tua mão nos meus ombros
gosto do teu beijo na minha testa
gosto de ti assim
como és
sábado, 6 de julho de 2013
lagartos ao sol
Um grupo de restaurantes vazios decoram a praia urbana. Uma família numerosa de prédios com varandas fechadas e parques de campismos com roulotes instaladas há anos completam o cenário.
As mercearias concorrem derrotadas com os mini-mercados.
Um casal cuja faixa etária parece-se com a minha, pergunta:
- Os bancos estão abertos aos sábados?
Responde o merceeiro
- Só em Paris...
Na Costa da Caparica, há brasileiros e portugueses, velhos e jovens, brancos e pretos, gordos e magros e gordos de novo. Um hamburguer ao modo Mc Donald's custa menos de 2€.
A caminho da praia encontro Rosa com a família. Chapéus de sol, sacos com comida e bebidas tornam a bagagem do fato de banho pesada.
É com esforço que damos um abraço, as nossas mochilas atrapalham. Resignadas sorrimos.
- Como estás? Há tempo tempo! Não envelheces...
- Nem tu!
Ambas sabemos que mentimos. Do meu lado intactas restam as sardas, do lado de Rosa, os mesmos ombros magros contrastam agora com a gordura acumulada nas ancas.
- Mas como estás?
- Desempregada...
- Mas fora isto, está tudo bem?
...
O nosso olhar vagueia. Pede um mergulho. O mar está povoado de banhistas como se fossem peixes - na rede boa presa.
Na areia - lagartos ao sol.
terça-feira, 2 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
E se
Na sala da nossa casa na Leôncio de Magalhães, em São Paulo, as mãos dos meus irmãos abriam-se para receber o pó que nos fazia voar.
- Vamos viajar os três! Basta-nos sentir os pés nas nuvens e cheirar o ar do céu...
De braços abertos percorríamos a sala e o chão deixava de existir.
- E se, o Tejo fosse a água que separa Niteroi da Guanabara...
E se, era semear em terra fértil.
“– «Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que para o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende. (...)” *
A vida desperta em cada instante, no Cabo das Tormentas a Boa Esperança.
E se, a vida fosse este ar puro, que por vezes inspiro em cada beijo, e nutre o meu desejo de atravessar o cabo para poder respirar?
Em cada uma das nossas mãos, liberdade. Descansávamos nas estrelas e de lá o mundo nos parecia pequeno.
Na dor que nos separava, um lamento pequeno a pedia-nos coragem.
E se a vida fosse
a Boa Esperança
Tormenta que apazigua
Vida
Vamos viajar - os três, de ocidente a oriente. Querida irmã tu serás a princesa e nós os guerreiros que defendem o teu reino. Recolhe as asas na tempestade, abre-as ao sabor do vento.
E se,
Esta é a parte que falta
acende a vida
alimenta a serenidade
vontade que tenho
e não tenho
meus dedos que tocam e fogem
o corpo que se contrai,
pede e recusa
enredo sublime
que reinventa a vida
A quem a minha ousadia tanto ofende
Na Leôncio de Magalhães, éramos três a crescer. Na casa vizinha um cão morria de tristeza pela morte do dono. O comboio no final da rua ditava as meias-horas. A Nair esticava a carapinha nos sábados. Nossa mãe tocava piano. Nosso pai, escrevia.
Na segunda metade de vida, contornámos o cabo.
E se, outra vida houver estaremos nela inteiros.
Com asas, sem medo de voar.
* Canto V - estancia 50 - Lusíadas - Camões
- Vamos viajar os três! Basta-nos sentir os pés nas nuvens e cheirar o ar do céu...
De braços abertos percorríamos a sala e o chão deixava de existir.
- E se, o Tejo fosse a água que separa Niteroi da Guanabara...
E se, era semear em terra fértil.
“– «Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que para o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende. (...)” *
A vida desperta em cada instante, no Cabo das Tormentas a Boa Esperança.
E se, a vida fosse este ar puro, que por vezes inspiro em cada beijo, e nutre o meu desejo de atravessar o cabo para poder respirar?
Em cada uma das nossas mãos, liberdade. Descansávamos nas estrelas e de lá o mundo nos parecia pequeno.
Na dor que nos separava, um lamento pequeno a pedia-nos coragem.
E se a vida fosse
a Boa Esperança
Tormenta que apazigua
Vida
Vamos viajar - os três, de ocidente a oriente. Querida irmã tu serás a princesa e nós os guerreiros que defendem o teu reino. Recolhe as asas na tempestade, abre-as ao sabor do vento.
E se,
Esta é a parte que falta
acende a vida
alimenta a serenidade
vontade que tenho
e não tenho
meus dedos que tocam e fogem
o corpo que se contrai,
pede e recusa
enredo sublime
que reinventa a vida
A quem a minha ousadia tanto ofende
Na Leôncio de Magalhães, éramos três a crescer. Na casa vizinha um cão morria de tristeza pela morte do dono. O comboio no final da rua ditava as meias-horas. A Nair esticava a carapinha nos sábados. Nossa mãe tocava piano. Nosso pai, escrevia.
Na segunda metade de vida, contornámos o cabo.
E se, outra vida houver estaremos nela inteiros.
Com asas, sem medo de voar.
* Canto V - estancia 50 - Lusíadas - Camões
quinta-feira, 13 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
segunda-feira
Hoje é segunda-feira e as velhas contam histórias de quando eram crianças.
Há buracos no asfalto a dar conta da terra que um dia foi fértil.
Não há andorinhas a cantar no meu quintal. Os galos estão presos, longe da capoeira.
É segunda-feira, sempre à segunda-feira.
Não há um relógio parado a dar conta do tempo sem hora marcada.
Nasce um pinguim sem hora de parto. Morre um falcão sem atestado deóbito.
Todos os dias, em cada dia, centenas de papeis determinam a vida.
Um homem sofre de amnésia e decreta que o tempo é ausente.
Tão próximo do velho que diz que a morte é presente. Encontra o sorriso de um dia que já não existe.
Todas as segundas-feiras nascem e morrem à segunda-feira.
O tempo de vida de uma borboleta.
O homem fraccionou o tempo. Desprezou o instante fugaz de um sopro que se desdobra noutro.
Adormece a noite na esperança de um novo dia.
Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo e segunda outra vez.
Há buracos no asfalto a dar conta da terra que um dia foi fértil.
Não há andorinhas a cantar no meu quintal. Os galos estão presos, longe da capoeira.
É segunda-feira, sempre à segunda-feira.
Não há um relógio parado a dar conta do tempo sem hora marcada.
Nasce um pinguim sem hora de parto. Morre um falcão sem atestado deóbito.
Todos os dias, em cada dia, centenas de papeis determinam a vida.
Um homem sofre de amnésia e decreta que o tempo é ausente.
Tão próximo do velho que diz que a morte é presente. Encontra o sorriso de um dia que já não existe.
Todas as segundas-feiras nascem e morrem à segunda-feira.
O tempo de vida de uma borboleta.
O homem fraccionou o tempo. Desprezou o instante fugaz de um sopro que se desdobra noutro.
Adormece a noite na esperança de um novo dia.
Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo e segunda outra vez.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Fernando Pessoa no Festiva Islâmico de Mértola
7º Festival Islâmico de Mértola
Conferência:
FERNANDO PESSOA E A CIVILIZAÇÃO ARÁBICO-ISLÂMICA
por Fabrizio Boscaglia
16 de Maio às 19h30
Etiquetas:
Fernando Pessoa
quinta-feira, 21 de março de 2013
"Em grego existem duas palavras para dizer "vida": "biós" e "zoé"
"Em grego existem duas palavras para dizer "vida": "biós" e "zoé". "Biós" é uma das formas possíveis da vida integral. Foi criada a partir da diversificação das espécies e da individuação de membros no interior de cada espécie. "Biós" está no reino da individualidade e da diversidade. "Zoé" é a vida que nos atravessa a todos. A nossa singularidade biológica é apenas uma das possíveis manifestações de "zoé". Nas suas fases mais imaturas, o nosso pequeno eu aferra-se à vida à custa de exterminar outras formas de existência. Crescer em consciência significa perceber que todos participamos da mesma vida (zoé) que apareceu na terra e que transcende o próprio planeta. Quando ficamos reduzidos à nossa dimensão "biológica" individual, apenas lutamos pela nossa sobrevivência - pessoal ou grupal, que não é mais do que a extensão do nosso ego - , esquecendo que a nossa existência individual e de espécie participa de uma realidade e de um dom muito maiores que procedem de um fundo multiforme, transtemporal e infinito cujas manifestações somos chamados a venerar, cuidar e servir, em vez de possuir, dominar ou submeter"
- Javier Melloni, Hacia un Tiempo de Síntesis, Barcelona, Fragmenta Editorial, 2011, p.222.
- Javier Melloni, Hacia un Tiempo de Síntesis, Barcelona, Fragmenta Editorial, 2011, p.222.
terça-feira, 19 de março de 2013
Colóquio "A Renascença Portuguesa, 100 anos depois" - 20.03.2013
Colóquio "A Renascença Portuguesa, 100 anos depois"
Universidade de Évora, Colégio do Espírito Santo, Sala 124
Coordenação Científica: António Cândido Franco e João Príncipe
10h- 10h30 Manuel Ferreira Patrício: introdução geral
10h45 – 11h15 António Cândido Franco : O mito na criação poética de Teixeira de Pascoaes e a fundação da Renascença Portuguesa
11h15 – 11h45 João Príncipe: Sobre as inspirações estrangeiras para o pensamento de António Sérgio
11h45 – 12h15 Casimiro Amado : O(s) problema(s) da educação nas páginas de A Vida Portuguesa (1912-1915)
12h15 - 12h45 Manuel Cândido Pimentel: Leonardo Coimbra na RP
Almoço
14h00 – 14h30 Norberto Cunha: O binómio Tradição e Progresso na Renasçença Portuguesa
14h30 – 15h00 António Braz Teixeira: A Renascença Portuguesa, movimento pural
15h00 – 15h30 Paulo Borges: A ideia de Renascença Portuguesa em Teixeira de Pascoaes
15h30 – 16h00 António Ventura: O memorialismo na Renasçença Portuguesa.
16h15 – 16h45 Jorge Rivera: A terceira geração renascente
16h45 – 17h15 Jorge Leandro Rosa: A RP, movimento cultural
17h15 – 17h40 Discussão final
Universidade de Évora, Colégio do Espírito Santo, Sala 124
Coordenação Científica: António Cândido Franco e João Príncipe
10h- 10h30 Manuel Ferreira Patrício: introdução geral
10h45 – 11h15 António Cândido Franco : O mito na criação poética de Teixeira de Pascoaes e a fundação da Renascença Portuguesa
11h15 – 11h45 João Príncipe: Sobre as inspirações estrangeiras para o pensamento de António Sérgio
11h45 – 12h15 Casimiro Amado : O(s) problema(s) da educação nas páginas de A Vida Portuguesa (1912-1915)
12h15 - 12h45 Manuel Cândido Pimentel: Leonardo Coimbra na RP
Almoço
14h00 – 14h30 Norberto Cunha: O binómio Tradição e Progresso na Renasçença Portuguesa
14h30 – 15h00 António Braz Teixeira: A Renascença Portuguesa, movimento pural
15h00 – 15h30 Paulo Borges: A ideia de Renascença Portuguesa em Teixeira de Pascoaes
15h30 – 16h00 António Ventura: O memorialismo na Renasçença Portuguesa.
16h15 – 16h45 Jorge Rivera: A terceira geração renascente
16h45 – 17h15 Jorge Leandro Rosa: A RP, movimento cultural
17h15 – 17h40 Discussão final
"(...) calados os ruídos do ego, ouve-se a voz dos sem-voz"
"No saber escutar despertam-se aspectos subversivos, porque, calados os ruídos do ego, ouve-se a voz dos sem-voz, o que torna lúcidos e compassivos os seres silenciosos"
- Javier Melloni, Hacia un Tiempo de Síntesis, Barcelona, Fragmenta Editorial, 2011, p.195.
- Javier Melloni, Hacia un Tiempo de Síntesis, Barcelona, Fragmenta Editorial, 2011, p.195.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Os 5 Treinos da Atenção Plena (adaptados da Order of Inter-Being, fundada por Thich Nhat Hanh)
Os 5 Treinos da Atenção Plena (adaptados da Order of Inter-Being, fundada por Thich Nhat Hanh)
Os Cinco Treinos da Atenção Plena são a base do Círculo do Entre-Ser, associação filosófica e ética, e representam um contributo para uma ética e espiritualidade globais, que aponta uma via susceptível de ser percorrida por todos, religiosos de todas as religiões, ateus e agnósticos.
1 – Reverência pela Vida
Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, empenho-me em cultivar a visão do entre-ser e da compaixão e em proteger as vidas de homens e animais, bem como as plantas e minerais, respeitando os elementos e a natureza. Estou determinada/o a não matar, não contribuir para que outros matem e, se possível, não deixar outros matar, bem como a não cometer ou apoiar qualquer acto de violência e assassínio, seja no meu pensamento ou no meu modo de vida. Abster-me-ei de consumir, ou reduzirei progressivamente o consumo, da carne dos seres sencientes. Vendo que as acções nocivas procedem do medo, da cólera, da avidez e da intolerância, os quais por sua vez vêm da ignorância e do pensamento dualista e discriminativo, cultivarei abertura, não-discriminação e não-apego às visões conceptuais - religiosas, filosóficas, ideológicas ou outras - , a fim de superar e transformar o dogmatismo, o fanatismo, o fundamentalismo e a violência em mim mesma/o e no mundo. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
2 – Verdadeira Felicidade
Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, empenho-me em praticar a generosidade no pensar, falar e agir. Estou determinada/o a não roubar e a não possuir nada que deva pertencer aos outros e partilharei o meu tempo, energia e recursos materiais com os necessitados. Praticarei a contemplação profunda para ver que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimento, que a verdadeira felicidade não é possível sem compreensão e compaixão e que correr atrás de riqueza, fama, poder e prazeres sensuais pode trazer muito sofrimento e desespero, não garantindo nada de real e permanente e fazendo perder tempo precioso para a verdadeira evolução. Estou consciente de que a felicidade depende da minha atitude mental e não de condições externas e de que posso viver com alegria a cada instante recordando simplesmente que já tenho mais do que o suficiente para ser feliz. Estou empenhada/o em praticar um correcto modo de vida a fim de ajudar a reduzir o sofrimento dos seres sencientes na Terra e a reverter o processo de destruição da biodiversidade e dos recursos naturais, da poluição e das alterações climáticas. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
3 – Verdadeiro Amor
Consciente do sofrimento causado pelo comportamento sexual negativo, empenho-me em cultivar a responsabilidade e em proteger a segurança e integridade de indivíduos, casais, famílias e sociedade. Sabendo que o desejo sexual não é amor e que a actividade sexual motivada pela carência e pelo desejo-apego insaciável prejudica sempre a mim e aos outros, estou determinada/o a não me envolver em relações sexuais sem verdadeiro amor e um profundo e duradouro compromisso ético. Farei tudo o que puder para proteger as crianças do abuso sexual e para impedir que casais e famílias sejam desfeitos pelo comportamento sexual negativo. Vendo que o corpo e a mente são um só, empenho-me em aprender modos apropriados de cuidar da minha energia sexual, pondo-a ao serviço do despertar da consciência, e em cultivar bondade, compaixão, alegria e equanimidade – os quatro elementos fundamentais do verdadeiro amor – para minha maior felicidade e dos outros. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
4 – Escuta Profunda e Discurso Afectuoso
Consciente do sofrimento causado por palavras desatentas e pela incapacidade de escutar os outros, empenho-me em cultivar uma escuta profunda e um discurso afectuoso a fim de aliviar o sofrimento e promover a reconciliação e a paz em mim e entre outras pessoas, nações, grupos étnicos e religiosos. Sabendo que as palavras podem criar felicidade ou sofrimento, empenho-me em falar com verdade usando palavras que inspirem confiança, alegria e esperança. Quando a cólera se manifestar, estou determinado a não falar. Praticarei o respirar e caminhar plenamente atentos a fim de reconhecer e contemplar profundamente a cólera. Sei que as suas raízes podem ser encontradas nas minhas percepções erróneas e na falta de compreensão do sofrimento em mim e nos outros. Escutarei e falarei de um modo que possa ajudar a mim e aos outros a transformar o sofrimento e a ver a saída de situações difíceis. Estou determinada/o a não espalhar notícias que não saiba serem certas ou benéficas e a não proferir palavras que possam causar divisão ou discórdia. Empenho-me também em não fomentar distracções, emoções negativas e perda de tempo com conversas fúteis. Praticarei a correcta diligência para nutrir a minha capacidade de compreensão, amor, compaixão, alegria e equanimidade e transformar gradualmente o medo, a cólera, o apego e a violência que residam no fundo da minha consciência. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
5 - Nutrição e Cura
Consciente do sofrimento causado pelo consumo desatento, empenho-me em cultivar uma boa saúde, física e mental, para mim, a minha família e sociedade, praticando um comer, beber e consumir plenamente atentos. Praticarei o contemplar profundamente o modo como consumo as quatro espécies de nutrientes, nomeadamente alimentos comestíveis, impressões sensoriais, volições e estados de consciência. Estou determinada/o a não jogar a dinheiro e a não usar ou a reduzir progressivamente o uso de substâncias que lesem a mente e o corpo, como drogas, tabaco, álcool (pelo menos em excesso) ou quaisquer outros produtos que induzam toxinas mentais, como certos sítios na net, jogos electrónicos, programas de televisão, filmes, revistas, livros e conversas. Praticarei o regressar ao instante presente para estar em contacto com os elementos refrescantes, curativos e nutrientes em mim e ao meu redor, não deixando que pesares e tristeza me arrastem para o passado nem que ansiedades, medo ou desejo ávido me arranquem do aqui e agora. Estou determinada/o a não tentar encobrir a solidão, a ansiedade ou outro sofrimento perdendo-me no consumo. Contemplarei o entre-ser e consumirei de um modo que preserve a paz, a alegria e o bem-estar no meu corpo e consciência, bem como no corpo e consciência colectivos da minha família e sociedade, dos seres sencientes e da Terra. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
Os Cinco Treinos da Atenção Plena são a base do Círculo do Entre-Ser, associação filosófica e ética, e representam um contributo para uma ética e espiritualidade globais, que aponta uma via susceptível de ser percorrida por todos, religiosos de todas as religiões, ateus e agnósticos.
1 – Reverência pela Vida
Consciente do sofrimento causado pela destruição da vida, empenho-me em cultivar a visão do entre-ser e da compaixão e em proteger as vidas de homens e animais, bem como as plantas e minerais, respeitando os elementos e a natureza. Estou determinada/o a não matar, não contribuir para que outros matem e, se possível, não deixar outros matar, bem como a não cometer ou apoiar qualquer acto de violência e assassínio, seja no meu pensamento ou no meu modo de vida. Abster-me-ei de consumir, ou reduzirei progressivamente o consumo, da carne dos seres sencientes. Vendo que as acções nocivas procedem do medo, da cólera, da avidez e da intolerância, os quais por sua vez vêm da ignorância e do pensamento dualista e discriminativo, cultivarei abertura, não-discriminação e não-apego às visões conceptuais - religiosas, filosóficas, ideológicas ou outras - , a fim de superar e transformar o dogmatismo, o fanatismo, o fundamentalismo e a violência em mim mesma/o e no mundo. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
2 – Verdadeira Felicidade
Consciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, empenho-me em praticar a generosidade no pensar, falar e agir. Estou determinada/o a não roubar e a não possuir nada que deva pertencer aos outros e partilharei o meu tempo, energia e recursos materiais com os necessitados. Praticarei a contemplação profunda para ver que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimento, que a verdadeira felicidade não é possível sem compreensão e compaixão e que correr atrás de riqueza, fama, poder e prazeres sensuais pode trazer muito sofrimento e desespero, não garantindo nada de real e permanente e fazendo perder tempo precioso para a verdadeira evolução. Estou consciente de que a felicidade depende da minha atitude mental e não de condições externas e de que posso viver com alegria a cada instante recordando simplesmente que já tenho mais do que o suficiente para ser feliz. Estou empenhada/o em praticar um correcto modo de vida a fim de ajudar a reduzir o sofrimento dos seres sencientes na Terra e a reverter o processo de destruição da biodiversidade e dos recursos naturais, da poluição e das alterações climáticas. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
3 – Verdadeiro Amor
Consciente do sofrimento causado pelo comportamento sexual negativo, empenho-me em cultivar a responsabilidade e em proteger a segurança e integridade de indivíduos, casais, famílias e sociedade. Sabendo que o desejo sexual não é amor e que a actividade sexual motivada pela carência e pelo desejo-apego insaciável prejudica sempre a mim e aos outros, estou determinada/o a não me envolver em relações sexuais sem verdadeiro amor e um profundo e duradouro compromisso ético. Farei tudo o que puder para proteger as crianças do abuso sexual e para impedir que casais e famílias sejam desfeitos pelo comportamento sexual negativo. Vendo que o corpo e a mente são um só, empenho-me em aprender modos apropriados de cuidar da minha energia sexual, pondo-a ao serviço do despertar da consciência, e em cultivar bondade, compaixão, alegria e equanimidade – os quatro elementos fundamentais do verdadeiro amor – para minha maior felicidade e dos outros. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
4 – Escuta Profunda e Discurso Afectuoso
Consciente do sofrimento causado por palavras desatentas e pela incapacidade de escutar os outros, empenho-me em cultivar uma escuta profunda e um discurso afectuoso a fim de aliviar o sofrimento e promover a reconciliação e a paz em mim e entre outras pessoas, nações, grupos étnicos e religiosos. Sabendo que as palavras podem criar felicidade ou sofrimento, empenho-me em falar com verdade usando palavras que inspirem confiança, alegria e esperança. Quando a cólera se manifestar, estou determinado a não falar. Praticarei o respirar e caminhar plenamente atentos a fim de reconhecer e contemplar profundamente a cólera. Sei que as suas raízes podem ser encontradas nas minhas percepções erróneas e na falta de compreensão do sofrimento em mim e nos outros. Escutarei e falarei de um modo que possa ajudar a mim e aos outros a transformar o sofrimento e a ver a saída de situações difíceis. Estou determinada/o a não espalhar notícias que não saiba serem certas ou benéficas e a não proferir palavras que possam causar divisão ou discórdia. Empenho-me também em não fomentar distracções, emoções negativas e perda de tempo com conversas fúteis. Praticarei a correcta diligência para nutrir a minha capacidade de compreensão, amor, compaixão, alegria e equanimidade e transformar gradualmente o medo, a cólera, o apego e a violência que residam no fundo da minha consciência. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
5 - Nutrição e Cura
Consciente do sofrimento causado pelo consumo desatento, empenho-me em cultivar uma boa saúde, física e mental, para mim, a minha família e sociedade, praticando um comer, beber e consumir plenamente atentos. Praticarei o contemplar profundamente o modo como consumo as quatro espécies de nutrientes, nomeadamente alimentos comestíveis, impressões sensoriais, volições e estados de consciência. Estou determinada/o a não jogar a dinheiro e a não usar ou a reduzir progressivamente o uso de substâncias que lesem a mente e o corpo, como drogas, tabaco, álcool (pelo menos em excesso) ou quaisquer outros produtos que induzam toxinas mentais, como certos sítios na net, jogos electrónicos, programas de televisão, filmes, revistas, livros e conversas. Praticarei o regressar ao instante presente para estar em contacto com os elementos refrescantes, curativos e nutrientes em mim e ao meu redor, não deixando que pesares e tristeza me arrastem para o passado nem que ansiedades, medo ou desejo ávido me arranquem do aqui e agora. Estou determinada/o a não tentar encobrir a solidão, a ansiedade ou outro sofrimento perdendo-me no consumo. Contemplarei o entre-ser e consumirei de um modo que preserve a paz, a alegria e o bem-estar no meu corpo e consciência, bem como no corpo e consciência colectivos da minha família e sociedade, dos seres sencientes e da Terra. Ao praticar isto, não me verei como superior e não desprezarei aqueles que ainda o não praticam, considerando-os com compreensão, amor e compaixão.
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