quarta-feira, 14 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Nikolina Nikoleski: Bho Shambo
Nikolina Nikoleski performing at the ICCR's Festival of foreign artists resident in India,28.5.2008.,Kamani Auditorium,New Delhi
Natuvangam: Padmashree Guru Dr.Saroja Vaidyanathan
Vocal: Smt. Satya Krishnaswami
Mridangam: Shri Chandrashekar
Violin: Shri Chakrapani
sábado, 10 de setembro de 2011
Fúrias
Escorraçadas do pecado e do sagrado
Habitam agora a mais íntima humildade
Do quotidiano. São
Torneira que se estraga atraso de autocarro
Sopa que transborda na panela
Caneta que se perde aspirador que não aspira
Táxi que não há recibo extraviado
Empurrão cotovelada espera
Burocrático desvario
Sem clamor sem olhar
Sem cabelos eriçados de serpentes
Com as meticulosas mãos do dia a dia
Elas nos desfiam
Elas são a peculiar maravilha do mundo moderno
Sem rosto e sem máscara
Sem nome e sem sopro
São as hidras de mil cabeças da eficácia que se avaria
Já não perseguem sacrílegos e parricidas
Preferem vítimas inocentes
Que de forma nenhuma as provocaram
Por elas o dia perde seus longos planos lisos
Seu sumo de fruto
Sua fragrância de flor
Seu marinho alvoroço
E o tempo é transformado
Em tarefa e pressa
A contra tempo
- Sophia de Mello Breyner, 1988
Habitam agora a mais íntima humildade
Do quotidiano. São
Torneira que se estraga atraso de autocarro
Sopa que transborda na panela
Caneta que se perde aspirador que não aspira
Táxi que não há recibo extraviado
Empurrão cotovelada espera
Burocrático desvario
Sem clamor sem olhar
Sem cabelos eriçados de serpentes
Com as meticulosas mãos do dia a dia
Elas nos desfiam
Elas são a peculiar maravilha do mundo moderno
Sem rosto e sem máscara
Sem nome e sem sopro
São as hidras de mil cabeças da eficácia que se avaria
Já não perseguem sacrílegos e parricidas
Preferem vítimas inocentes
Que de forma nenhuma as provocaram
Por elas o dia perde seus longos planos lisos
Seu sumo de fruto
Sua fragrância de flor
Seu marinho alvoroço
E o tempo é transformado
Em tarefa e pressa
A contra tempo
- Sophia de Mello Breyner, 1988
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Fúrias,
Sophia de Mello Breyner
terça-feira, 6 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A leitora suspensa de si...
A leitora atravessa o ar no pensamento de uma palavra solta das páginas do livro do mundo. As suas asas voam na imensa distância que vai de si a si. Há um cristal parado no olhar que brilha na cegeuira do outrora. Agora, um continente se abre e o silêncio suspenso é um infinito imóvel e eterno. A leitora está sem mãos para folhear as páginas, a leitora lê-se no espaço entre as palavras. Um tremor de vento suspeso nas folhas bate as asas no coração. A paisagem lê-se de olhos fechados. De dentro, do interior de si, uma paisagem repousa no colo. Como um livro aberto entre paisagens, as águas aquietam-se e desaguam no horizonte que se não vê. Um mundo de palavras e de sensações suspendem o momento, tornam o mundo estreito. As paisagens ausentes debruçam-se no lago. Há peixes na fundura dos rios a prender o silêncio das redes. O perfil irreal dos astros ramifica-se na pele, tece palavras leves na nervura e nos veios das veias. Há jardins submersos no olhar. Aí a leitora desprede-se do livro e do mundo, suspende-se de si para ouvir o silêncio que cresce em ramos de nenhum vento. As páginas ardem longe. Agora, a leitora é um intervalo, uma abertura no céu da boca das palavras.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
"O mestre é o homem que não manda"
"O mestre é o homem que não manda; aconselha e canaliza, apazigua e abranda; não é a palavra que incendeia, é a palavra que faz renascer o canto alegre do pastor depois da tempestade; não interessa vencer, nem ficar em boa posição; tornar alguém melhor - eis todo seu programa"
- Agostinho da Silva, "Considerações"
- Agostinho da Silva, "Considerações"
"O drama do ser termina na libertação final pelo bem"
"Se pois a perfeita virtude, a renúncia todo o egoísmo, define completamente a liberdade, e se a liberdade é a inspiração secreta das coisas e o fim último do universo, concluamos que a santidade é o termo de toda a evolução e que o universo não existe nem se move senão para chegar a este supremo resultado. O drama do ser termina na libertação final pelo bem"
- Antero de Quental, "Tendências gerais da filosofia na segunda metade do século XIX".
- Antero de Quental, "Tendências gerais da filosofia na segunda metade do século XIX".
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