quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Nós não viemos a este mundo: viemos dele, como as folhas de uma árvore"

"Nós não viemos a este mundo: viemos dele, como as folhas de uma árvore. Tal como o oceano produz ondas, o universo produz pessoas. Cada indivíduo é uma expressão de todo o reino da natureza, uma acção singular do universo total. Raramente este facto é, se é que alguma vez chega a ser, sentido pela maioria dos indivíduos"

- Alan Watts, O Livro do Tabu.

Mulher

fosse ela de pedra
seria teu amor esculpido
em cada um dos teus beijos
fosse ela eterna
de pedra seria
teu amor perdido
em cada despedida

Ah, se ela fosse a noiva
que te senta ao colo
e abriga teu corpo
sem medo
serias o jovem poeta,
feliz com a  descoberta.

TORMENTA

se eu soubesse
deixar explodir
tudo o que eu não sei
e sequer
dou conta que sinto
meu corpo caia
sem peso
no peso do teu
fossem as estrelas
a luz de cada abraço
esquecido pelo caminho
teus doces lábios
nos meus
vazio que anseio
tormenta diária

" [...] a greater reality than reality itself"

"An enormous, formidable, allness of life, where were not consciousness in the human sense, but a feeling all vague, all dark, nothing like the feeling of a self, - as a shadow of consciousness yet possessing in its lifeless perennity of living a greater reality than reality itself"

- Fernando Pessoa, "The dream of Buddha" (excerto inédito).

terça-feira, 19 de julho de 2011

A memória de antes de existir é o mais íntimo segredo da saudade.

A memória de antes de existir é o mais íntimo segredo da saudade. Na verdade ninguém é deste mundo, sem que o seja de outro.

"A coisa mais antiga de que me lembro é uma tarde de Primavera em que eu talvez ainda não tivesse nascido"




"A coisa mais antiga de que me lembro é uma tarde de Primavera em que eu talvez ainda não tivesse nascido. Pelo menos não me lembro de estar ali - só me lembro da claridade difusa daquele quarto em que a Primavera entrava. Uma calma infinita poisava sobre as coisas - como se fosse o princípio do mundo e tudo estivesse ainda intocado"

- Sophia de Mello Breyner Andresen (inédito do espólio)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Convite para "O Teatro da Vacuidade ou a impossibilidade de ser eu"



"Neste livro pensam-se com e a partir de Fernando Pessoa alguns dos temas com ele comungados: a experiência da vida como teatro heteronímico; a ficcional (im)possibilidade do(s) eu(s) e do mundo como i-lusão ou jogo criador; o vislumbre do entre-ser, isso que (não) há entre uma coisa e outra, consoante a revista Cultura ENTRE Culturas; estados não conceptuais nem intencionais de consciência; os sentidos múltiplos de Portugal, Lusofonia e Quinto Império, na linha de Uma Visão Armilar do Mundo. Pessoa redescoberto pela filosofia, também em diálogo com António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran"

domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Tudo certo

Tomar banho de sol, só
até ao meio-dia
e ao fim da tarde, uma Avé Maria

Consultar o médico
confiando irremediavelmente em nós
pulsar, de intuição pura

Condicionar o ar e desligar
tomar refresco
até não se constipar

Compor o corpo, marchar
a estudar as leis da Física
e aplicar, um Pai Nosso

Fortalecer o corpo para lutar
pela paz, por ti
como um filho de Ghandi

Rebentar de boa ação, redenção
Redentor de mil e um e-vento
como pôr fim ao sofrimento

Ou ficar toda a semana
debaixo da figueira com Gautama, islâmico
o Encoberto cabalista de sempre

Não há morte para a alma
invisíveis alados por todos os lados
a estudar se atingem bons resultados

Não é mais a criação
dos deuses, do que uma boa ideia
adornada por palavras certas

E, por fim, voltando ao principio
acautelando uma boa briga
para descanso geral da barriga

Também ao mundo não virá mal
se dermos meio a que Portugal, revele
esse infinito espírito santo


Luis Santos


P.S.: Com votos de bons resultados para o Seminário "Aflições" budistas e "pecados" cristãos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Country 2011

Dia de lúcido momento,
Época desta cegueira
Da mais branca neblina.

Todos os poetas se transcendem de humanismo,
Todos os audazes se concebem decadentes,
A vitória abstracta mundialmente falando,
E a derrota constante é um lugar abençoado.

Peso português na roda universal,
Carregando a vida pelas chagas de Cristo,
Arrasta em segredo o engenho capital,
Detective dos mares, reformado imprevisto.

De outrora esqueceu-se actual,
Povo de virtudes abismais,
Se de momento é hipnótico banal,
Verdade vindoura esquecerá Portugal.

Ilustre reacção imprescindível,
O rei morreu e África engrandeceu,
Se o conjunto suor tropeça e o rei não vem,
Aii de nós nostalgia, rainha o império é teu.

Diogo Correia
10/06/2011
Dia de Portugal
Hoje a palavra é um excesso indesejado.
No meu silêncio existe uma resposta amiga, generosa e compassiva.

Quando o meu inverno se for, serei de novo a primavera.
É assim a natureza.
não andei de camelo,
banhei-me no mar egeu
e fui tida como turca

Ao verbo respondi
com um sorriso
desconcertados
devolveram-me outro

em Londres, calei a fala
em Bodrum, inventei o silêncio
dona e senhora
da palavra esquecida
nunca pronunciada

entre turcos e ingleses
balbuciei a existência

no regresso
dei-te um beijo
em pensamento
ainda não deste por ele

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dhikr SUFI na União Budista Portuguesa, Sábado 25 de Junho às 21,30, participação livre e gratuita


O dhikr ('menção', 'recordação') é uma das técnicas utilizadas pelos Sufis. Trata-se da repetição salmodiada dos Nomes Divinos, que nutre o coração e acalma a mente, abrindo uma janela sobre o mundo invisível. O dhikr pode ser individual ou grupal, silencioso ou salmodiado e ainda acompanhado por instrumentos musicais e danças místicas.

Estarão presentes, além dos representantes de Mawlana Shaykh Nazim (Mestre da ordem Sufi Naqshbandi) em Portugal, dois importantes representantes internacionais do Sufismo:

Shaykh Ahmad Dedé, iniciado nas ordem Sufis Mevlevi e Naqshbandi, autorizado ao ensino da dança rodopiante Sufi por Mawlana Shaykh Nazim al-Haqqani ar-Rabbani de Chipre (Mestre da ordem Sufi Naqshbandi); de origem indonésia, vive com a família dele em Holanda; com doçura e humildade conduz seminários de meditação, cantos e dança Sufi onde o despertar espiritual é alcançado tocando as vibrantes cordas do coração;http://blip.tv/naqshbandi/episodio-10-taller-de-giro-derviche-sheikh-ahmed-dede-la-vera-5223234

Shaykh 'Umar Margarit, representante e responsável da ordem Sufi Naqshbandi e de Mawlana Shaykh Nazim na Espanha.

A comunidade Sufi Naqshbandi agradece a União Budista Portuguesa pela fraterna disponibilização do espaço onde realizarmos o dhikr.

Sejam bem-vindos/as!

-- السلام عليكم - as-Salâm 'alaykum!
A comunidade Sufi Naqshbandi portuguesa
http://oceanosdemisericordia.blogspot.com











terça-feira, 21 de junho de 2011

"Pela criação do Homem-Asa" - Tertúlia de homenagem a Cruzeiro Seixas: sábado, 25 de Junho, 16,00 horas, Livraria Sá da Costa, Lisboa

Programa do Ciclo "Em Torno de Agostinho da Silva", na Casa Bocage, em Setúbal

"Em Torno de Agostinho da Silva" na Casa Bocage (Setúbal)

25 de Junho - Sábado - 18h

Apresentação do ciclo de tertúlias "Em Torno de Agostinho da Silva” na Casa Bocage, por Maurícia Teles e Bruno Ferro
Apresentação do Portal Agostinho da Silva - "O Espólio", por Rui Lopo e Ricardo Ventura Apresentação do mais recente número da Revista "Cultura Entre Culturas", nº3, por Paulo Borges

16 de Julho - Sábado - 17h

"Agostinho da Silva, prefigurador da Comunidade Lusófona - nos 15 anos da CPLP" e apresentação do mais recente número da Revista "Nova Águia", por Renato Epifânio

10 de Setembro - Sábado - 17h

"O que é a Filosofia - de Kertchy Navarro? As Sete Cartas a um Jovem Filósofo de Agostinho da Silva", por Dirk Hennrich

15 de Outubro - Sábado - 17h

"Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa", por Miguel Real

12 de Novembro - Sábado - 16h

"São Martinho em Torno de Agostinho" (Título a definir), por Duarte Drumond Braga
(Título a definir), por Bruno Ferro

Leilão de um retrato de Agostinho da Silva (técnica mista) de José Manuel Capelo, por João Raposo Nunes
Piano improvisado, por Paulo Costa (a confirmar)
Participação livre e confraternização entre os presentes (com água pé, castanhas e afins)