sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
"Sempre fomos um povo de sonhos maiores do que nós"
– Eduardo Lourenço, A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia, p.177.
Cultura Lusófona, Cultura Universal

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
PALADAR DA LOUCURA - LANÇAMENTO DIA 18- 18HS. PRÍNCIPE REAL
“A vida sem fim”
Conheci a poesia intensa de Ethel Feldman quando a sua paixão incendiária e luminosa visitou o meu blogue Serpente Emplumada e o da revista Cultura Entre Culturas. Porque a poesia de Ethel é isso: fogo e luz. Fogo de um amor cuja saudade o recria em tudo e luz de quem redescobre a eternidade dessa fusão a cada instante. Poesia de mulher total, que assume todas as possibilidades do feminino, da carne ao espírito, em seu âmago se celebra o encontro-beijo redentor que suspende a ilusão de haver dois:
“Sou a puta da esquina, sou a virgem Maria.
Se o teu tempo for só de um segundo será nele que inventarei a eternidade.
Se o teu tempo for de um compasso, que seja de pausa, porque urge o silêncio.
Se for um desenho que seja branco – tão intenso.
Eterno é o momento quando me beijas por dentro”
É esse o tempo “sem hora marcada”, o “tempo sem tempo” e por isso “com tempo de ser”, epifania que advém no seio da mais funda embriaguez, essa em que a amada se torna o vinho que o amante bebe, em versos cúmplices da atmosfera do grande Rumi:
“Dá-me vinho antes do amanhecer
Com o cálice a transbordar
Banha-me nele até que embriagada
Eu seja o vinho que agora bebes”
O beijo dos amantes culmina num “eterno abraço” que fulgura no “intervalo” do existir, vazio e espaçoso, “modo de ser sem ser”, pois esta poesia, de paixão e “fogo-posto” sob a pele, também o é de desprendimento, o sapiencial desprendimento da vida que, tal o poema, renasce a cada instante da própria morte e voa ainda para além de si, pela comunhão desse “presente” onde cessa todo o “enredo”:
“Como o poema que nasce em cada estrofe
Morrendo abro caminho à vida”
“Nascer e morrer no mesmo dia. Entre nascer e morrer – voar.
[…]
Qual é o enredo da vida quando se encontra o presente?”
Tal como a vida que há nela, também de si mesma esta poesia se evade, ciente de só se habitar o mundo a partir do tácito abandono das prisões do dizer:
“Se quiseres continuar a estar
Abandona a palavra que te prende”
Unindo o que visões mais estreitas separam, aqui é a própria paixão que conduz ao cume meditativo em que a presença do mundo se avoluma na consciência de como é “preciosa” essa “vida” que nas mínimas coisas se agiganta, pelos silêncios intervalares que as fazem cintilar na plenitude do vazio que entremostram:
“Parece que o mundo cresce dia após dia. Uma flor que nunca vi. Uma nota que passou desapercebida. A migalha de pão esquecida na mesa. Preciosa é a vida. Cada intervalo de silêncio ampliado até à plenitude deste imenso e fantástico vazio”
Tudo isto porque Ethel, ou quem por seu nome assina, vem de “Outras Paragens”, esse “lugar desconhecido” que afinal todos trazemos “mesmo junto do coração”. Se “em cada homem o universo se exibe inteiro”, este belo e comovente livro é também de cada um e de todos nós. Assim nos deixemos adubar da consciência disso, para que, como diz a poeta, em nossa mão também possa nascer uma “flor”, a flor de na sua leitura nos lermos, desencantando esse mais fundo sem fundo que em tudo sem tardar nos espera.
Obra cuja “façanha” é nascer do coração, bem entremostra toda a imensidade de onde tão singelas e fundas palavras brotam:
“Quem dera a vida nascesse do fim
E os que tudo esqueceram
Amassem quem nunca aprendeu
Quem dera a vida fosse
Um leve calafrio na espinha
Um beijo na boca
Um tímido ai
Um dia sem data
A vida sem fim”
A vida não é porventura senão isso, Ethel. E este Paladar da Loucura, tão “sem fim” como a vida que canta, confirma o que escreveu Platão:
“[…] o delírio, segundo o testemunho da Antiguidade, é uma coisa mais bela do que o bom senso: o delírio que vem de um Deus é melhor que um bom senso cuja origem é humana” (Fedro, 244 d).
Assim é. Assim seja.
Paulo Borges
"Conhecermos não para sermos donos, mas para sermos mais companheiros das criaturas vivas e não vivas [...]"
- Mia Couto
Lugares onde pode encontrar ainda o nº1 da revista Cultura ENTRE Culturas
Livrarias Letra Livre - Calçada do Combro, 139; Rua da Barroca, 57, na Galeria Zé dos Bois, (Bairro Alto).
Livraria do Instituto Franco-Português, na Av. Luís Bivar, 91.
Botequim da Graça (junto à Igreja da Graça)
Associação Agostinho da Silva, Rua do Jasmim, 11, 2º (ao Príncipe Real, da parte da tarde; contactar: 21 3422783 96 7044286)
Escola Superior de Educação Almeida Garrett - Largo do Sequeira, 7 (junto à Igreja de São Vicente, na Graça).
União Budista Portuguesa - Av. 5 de Outubro, 122, 8º esq. (a partir das 17h).
Uma revista de Todo o Mundo
NEVE
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A vocação universal de Portugal segundo Agostinho da Silva

Apresentação de "Descobrir Buda", pelo Professor José Eduardo Reis

Do livro de Paulo Borges que me é dada a honra de fazer a apresentação, gostaria de começar por dizer que no seu título – “Descobrir Buda. Estudos e Ensaios sobre a via do Despertar” – se inscreve uma subtil polarização e uma equivalência simétrica de sentidos, de que talvez não convenha hermeneuticamente abusar, mas que não deixa de fornecer uma via de acesso à leitura do conjunto de textos de que se faz anúncio. A equivalência simétrica de sentidos estabelecida entre o primeiro sintagma “Descobrir Buda” e o último “via do Despertar” é interpolada pela informação de que essa condição de revelação ontológica surge discursivamente reflectida sob a forma de uma subtil polaridade exegética “Estudos e Ensaios”, termos que, por sua vez, na sua simétrica oscilação, correspondem a diferentes ângulos – filosóficos, religiosos, espirituais, mais ou menos discretos, mais ou menos articulados ou mais ou menos convergentes entre si com variações de intensidade de cada um deles – ou seja, correspondem a diferentes vias de aproximação à possibilidade da auto descoberta de ser ou devir Buda, e que o autor se propõe intelectualmente cartografar. Mas se essa simetria de sentidos equivalentes entre o nome “Buda” e o verbo “Despertar” afasta qualquer dúvida quanto à geografia, digamos assim, cultural, intelectual, doutrinal em que se situam estes estudos e ensaios filosóficos, religiosos e espirituais, já o facto de a enunciação de Buda não ser precedida de um artigo definido indica que não estamos perante um livro de iniciação ao pensamento e acção de um venerável fundador de uma religião, nem face a uma descrição sistemática e analítica sobre o seu legado doutrinal e filosófico-religioso – o Buda histórico – mas diante de uma exposição que tem como propósito a auto-inquirição especular e ressonante – o descobrir-se Buda – quanto aos pressupostos, aos desenvolvimentos e os efeitos axiológicos do que assumidamente o autor considera ser uma virtualidade ou possibilidade ontognoselógica. Virtualidade ou possibilidade essa certamente remissível a quem pela primeira vez no tempo e no espaço a indicou por se descobrir e se dar a descobrir como o Buda, o Desperto, mas que neste livro não surge explicitada como um estado afim do da ideia comum de uma suprema realização ou proeza comandada pela consciência subjectiva e pessoal do sujeito biográfico que a manifestou, antes, e sobretudo, como uma condição existencial a um tempo rarefeita e concreta, ou como “um estado de consciência plenamente livre de todos os véus e condicionamentos”. Ora, é sobre as múltiplas formas de se aceder a um tal estado, que, no limite, é insusceptível de ser descrito, explicado e comunicado por via da razão discursiva – e não por acaso logo o segundo texto tem por título “o Silêncio de Buda” –, que Paulo Borges disserta e discorre com o conhecimento adquirido, enriquecido e legitimado pela sua experiência de praticante e discípulo, desde 1983, do corpo vasto de ensinamentos filosóficos, religiosos e espirituais das tradições do Grande Veículo (Mahayana) e do Veículo do Diamante (Vajrayana) do budismo tibetano. E disserta e discorre não só com erudita proficiência, minuciosamente explicitada nas 635 notas de pé de página disseminadas pelos 10 ensaios que constituem o livro, mas também com notável rigor e clareza de linguagem, muitas vezes enriquecida por reinvestimentos semânticos da língua portuguesa, seja por recurso à decomposição silábica de termos com um lastro conceptual originalmente inadequado à abertura da significação pretendida, seja pela tentativa da criação de novos termos vernáculos derivados da terminologia filosófica budista. Disserta e discorre, portanto, a partir da sua experiência de praticante espiritual budista e com a inteligência do estudioso e do ensaísta que, trabalhando criativamente com o quadro de referências que lhe servem de fundamento e orientação, sabe evitar excursos dogmatizantes ou abordagens em tom proselitista dissuasoras da recepção dialogante e crítica das teses que enuncia e problematiza sobre a via do despertar ou do descobrir-se Buda. Disserta e discorre enfim, praticando e tendo em atenção como escreve no prefácio, a “própria exortação do Buda a que as suas palavras não sejam aceites irreflectida e acriticamente”.
Como apreciação geral poderíamos dizer, assim, que estamos perante uma obra que, apesar de coligir um conjunto tematicamente diversificado de textos, na sua maioria escritos para atender a diferentes solicitações académicas e pedagógicas, apresenta uma coerente articulação de propósitos e de sentidos. Articulação de propósitos que se projectam como sendo simultaneamente divulgadores e problematizadores de aspectos fundamentais da filosofia e da prática meditativa budista, derivados quer dos postulados base e “provisórios” associados à verdade relativa das “quatro nobres verdades”, quer das “abissais” e desconcertantes formulações sobre a verdade absoluta reveladas pela sabedoria prática do Buda, transmitidos em obras fundamentais do multiforme e multilingue universo espiritual, intelectual e doutrinário budista e conforme aos seus três ciclos ou veículos de ensinamentos do Hinayana, do Mahayana, do Vajrayana. Aspectos fundamentais esses competentemente processados por uma notável capacidade de assimilação e de explanação sintética do autor, certamente aprofundada e autenticada pela sua própria experiência meditativa e pela sua disponibilidade em aprender de fonte directa com qualificados e reconhecidos professores da tradição budista tibetana, a quem, aliás, presta reverencial tributo no prefácio do livro
Mas articulação também de sentidos, dos mais acessivelmente compreensíveis, como os que são elementar, concisa e claramente comunicados no texto de abertura “Budismo”, aos mais complexos nas suas formulações temáticas e nas aplicações e desenvolvimentos heurísticos, digamos assim, dos operadores conceptuais inferidos da “Via do Buda”, ou do “dharma do Buda” – expressões que, pela abertura supra religiosa e supra eclesiástica que evocam, Paulo Borges considera serem mais adequadas e correctas do que o termo “Budismo” para definir o legado do Buda histórico. Tais formulações, aplicações e desenvolvimentos são vertidos em textos de teor contra-intuitivo, negadores de pontos de vista comuns e perturbadores de consagradas proposições filosóficas, como, por exemplo, o que aborda o conceito budista de karma aplicado à ordem natural e à experiência mental e ética do mundo, ou o que incide sobre a visão búdica da identidade pessoal. Articulação de sentidos que nos parece assim ordenada segundo o princípio do mais simples para o mais complexo, em diferentes planos, e de algum modo seguindo a lógica dos três ciclos ou veículos de ensinamentos do Hinayana, do Mahayana e do Vajrayana, e aparentemente assumida por Paulo Borges como testemunhando níveis de aprofundamento e de progresso espiritual na experiência do desvelamento da condição de Buda. Se bem que essa mesma lógica seja por vezes aplicada ao desenvolvimento do argumento central de cada um dos estudos e ensaios, ela não visa, porém, demonstrar uma hipotética superioridade doutrinal ou eficácia espiritual de um sistema sobre outro, mas tão somente ilustrar a aplicação daquilo que na tradição búdica se designa por “meios hábeis” ou meios de instrução que, visando o despertar das consciências para a verdadeira realidade de si e das coisas, tomam em linha de conta as circunstâncias, os contextos e os níveis de compreensão e de empenhamento dos destinatários a que se dirigem esses meios desbaratadores da “ignorância” e da “ilusão”.
Tendo, portanto, sempre como nexo fundamental de ligação entre os estudos e ensaios o tema da “via do despertar”, este livro aborda essa possibilidade em vários planos, correspondentes a diferentes matérias da filosofia relativos ao ser e agir (os já referidos ensaios sobre a identidade pessoal e sobre as implicações éticas da experiência do mundo) ao conhecer e ao devir (os ensaios com os títulos, respectivamente, “Budismo, ciência e realidade” “o Silêncio de Buda” são disso exemplo), mas também a matérias do domínio do pensamento e da prática religiosa afins do da escatologia e da soteriologia (A morte no Budismo. Da contemplação da impermanência à vida pós-morte e à descoberta da imortalidade), ou do sentido da experiência espiritual, tal como esta se pode comparativamente inferir da noção de vacuidade, explicitada pelo filósofo e místico budista Nagarjuna (século II), e da visão apofática de Deus, de Pseudo-Dionísio Areopagita.
Três traços, porém, me parecem ser os dominantes e comuns a todos os ensaios orientados para a caleidoscópica possibilidade do Despertar: (i) o da compreensão budista, (e cito) “mais de dois mil anos antes de Kant, das ciências cognitivas e da física quântica”, da inseparabilidade entre a realidade e a consciência, entre o mundo e a sua determinação pela actividade mental dos seres que o constituem (o ensaio Budismo, Ciência e Religião, funciona como uma propedêutica a este tópico recorrente); (ii) o da explicitação da noção de vacuidade como se reportando ao ensinamento do Buda sobre a verdadeira natureza, fluida, impermanente e interdependente dos fenómenos materiais e mentais; (iii) o relativo à maneira de se proceder visando a aplicação das terapias adequadas à extinção do sofrimento causado pela incompreensão prática daquelas duas subtis evidências, a da interdependência entre mundo e consciência, e a da vacuidade dos fenómenos. E neste ponto há a salientar que a exigente prática dos ensinamentos budistas visando o “despertar”, inclui também, tal como se pode inferir da leitura de alguns destes estudos e ensaios, a sua própria auto-desconstrução, a sua própria evacuação. É esse aliás o procedimento inscrito na própria estrutura do livro, cujo ensaio axial, inserido a meio da sua ordenação, leva por título ‘“Se vires o Buda, mata-o!’ Ensaio sobre a essência do budismo”, e cujo final se conclui com dois textos sobre o Dzogchen. Sobre esse corpo subtilíssimo e polémico de ensinamentos que, numa perspectiva gradual e no âmbito do budismo tibetano, situando-se para além do radical desconstrutivismo lógico do sábio budista Nagarjuna (século II) e da escola do Madhyamika do Mahayana, se propõe fornecer como instrução última o reconhecimento de que a agitação dualista mental, “tal uma brisa movendo-se através do céu”, é experienciável como manifestação indissociável “da perfeição natural e absoluta de todas as coisas”. Particularmente nestes ensaios se assoma, por mais de uma vez, a tese fundamental de que o “descobrir-se Buda” ou o “despertar” é um estado de consciência que na sua radical inefabilidade só pode ser intelectualmente traduzido e descrito como libertador e liberto dos constrangimentos emocionais e obscurecimentos mentais, como superador das quatro possibilidades de predicação lógica A, não A, A e não-A, nem A nem não-A, ou seja do tetralema necessariamente evocado na própria construção argumentativa da possibilidade desse estado de consciência. Estado que se desvela como uma espécie de retorno ou de reencontro com o fundo sem fundo espiritual da condição da experiência de nós e dos outros, sem pontos de apoio ou de discernível categorização. Fundo sem fundo diante do qual a erudição paciente e pedagógica e a capacidade intelectual e filosófica de Paulo Borges, animada por uma determinação vocacional de generosa partilha do seu saber, se auto-suspende nos limites da funcionalidade e da verdade relativa e dualista em que comummente se situa porque hiperconsciente dos efeitos insidiosos do ensinamento iconoclasta de Nagarjuna – que, mais que uma vez, surge citado no corpo do livro: “Aqueles que mantêm discursos sobre o Buda, o qual transcende todo o discurso, toda a modificação, todos, extraviados pelos seus próprios discursos, não vêem o Tathāgata”
Neste sentido, e como última consideração, gostaria apenas de acrescentar, que talvez o termo mais adequado para sintetizar a modalidade de trabalho que presidiu à composição destes estudos e ensaios de Paulo Borges foi o da tradução: tradução da búdica e experiencial verdade absoluta para a intelectual e humana verdade relativa; tradução de expressões várias da sabedoria budista de origem oriental para o contexto do pensamento, da religiosidade e da espiritualidade ocidental, tradução para a língua, cultura e discurso académico portugueses dessa mesma sabedoria.
Trabalho de tradução esse que, quando bem executado como é o caso, é sempre uma forma de “dizer quase a mesma coisa” na expressão de Umberto Eco, sendo que o dizer aqui é quase o mesmo que não dizer, ou os dois simultaneamente, ou nem um nem outro, ou seja um dizer que se articula como uma espécie de música executada por uma orquestra oculta, e que Paulo Borges traduz como tendo a sua origem neste “espaço livre e absoluto” aquele que fazemos “de conta que não o vemos, que não o somos” e que nos leva geralmente a pensar, a sentir e a agir “que a Liberdade e a Luz não são o nosso Bem mais íntimo e inalienável…”
José Eduardo Reis
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
No nº 2 da revista Entre: "Em que medida é que é possível formar o seu espírito para que funcione de forma construtiva, substituindo a obsessão pela satisfação, a agitação pela calma, o ódio pela benevolência? " (Matthieu Ricard)
Hoje, dia 7, 18.30, no Botequim da Graça (junto à Igreja da Graça)
domingo, 5 de dezembro de 2010
Hoje, Domingo, 15.30, "Do sofrimento à felicidade pela sabedoria e pela compaixão"
Redenção” com uma palestra intitulada “Do Sofrimento à
Felicidade pela Sabedoria e pela Compaixão”. Apresentarei também o livro Descobrir Buda e o nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas.
Sala anexa à Igreja de Santo António de Campolide. Entrada livre.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Visitante
Poesia do Eu
oh blame not the bard
Lotus
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Alternativas para o estado do mundo - unir meditação, política e economia
Muito problema se tenta resolver por meio da política: a chave, no entanto, a tem a santidade"
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
pensar que sou daqueles que passo horas em frente ao mar, a estudar
o voo ascendente dos peixes, a deitar gotas de
cio nas palavras para
que se sintam desejadas. vou fazer muitos poemas de amor, tantos
quantos possíveis para engravidar todas as raparigas solteiras do
mundo que me queiram ler. e ter filhos
que mais tarde vêm ter
à minha porta e ver que eles são aquilo que inventei para serem.
ter nos versos um certo desgosto para que tenham pena e me
atirem beijos do mar em que estão. quando me sentar para
escrever quero ser homem aos poucos, ter a felicidade de uma
rameira ao finalmente chegar a casa, pôr o fogão no mínimo,
abeirar-se da cama e sonhar com o milagre das coisas boas.
vou fazer muitos poemas, tantos que a minha mãe me dirá
para parar se não quiser enlouquecer. mas eu digo-lhe, que
assim seja, que me afunde contra as palavras e o mundo seja
apenas um verso
em que arrisco a vida.
as raparigas solteiras vão ficar palermas ao ler os meus poemas
que falam e soletram
aquilo que elas escondem debaixo das suas saias. vão querer
tatuar frases minhas no fundo das costas para que junto delas
reclame direitos de autor.
e vou rimar fogo e água no mesmo coração,
e vou tirar as botas às letras
maiúsculas, depois abrir a torneira aos dias claros e existir longamente.
as raparigas solteiras não vão querer ficar menstruadas no dia em
que fizer poemas, e o meu pai bater-me-á
se cometer uma qualquer discordância ortográfica, e nem me deixará mudar de linha
enquanto a noite tiver escárnio na língua. as casadas que me perdoem
mas vou fazer muitos poemas para as raparigas solteiras, tirar-lhes
as medidas letra a letra e acabar nos seios delas com uma
menção honrosa. quando escrever quero mijar no tempo
para não perder demora, fazer de conta que a vida me fascina
e ser a terra onde o cão esconde o osso.
inventarei um morto
e roubarei ao Herberto Hélder sangue e luz dos seus livros
para assim cantar como canta o fogo
Vou fazer muitos poemas, tantos que a caneta ejaculará a
sua tinta azul fluorescente por toda a página e as raparigas
solteiras pensarão que a proeza foi toda minha, e
perguntarão à minha mãe onde vou morrer esta noite,
onde guardo o nome dos remédios valiosos
vou escrever nos bilhetes de comboio,
nos manuais de instruções,
nos peitos das aves,
nos sinais de trânsito,
no coração da luz,
no cu do judas,
no céu do meu quarto,
vou ter grandes erecções
só de pensar que nenhum crítico me vai ler, que nas estantes
bibliotecárias só os poetas loucos me dirão, podes vir.
ah, vou fazer tantos poemas que os animais vão querer provar desse pasto,
a lua vai-se algemar e a solidão vai fugir com um italiano.
vou dar cabo das religiões,
entrar no fogo da simbologia,
abrir o túmulo do Fernando Pessoa e sacar-lhe inéditos. e as raparigas
solteiras vão-me admirar toda a eternidade, vão querer casar com
todos os meus eus, os meus mins que andam de cá para lá algures
entre o crânio e os carpos. e eu, assombrado como um deus
a aprender o instinto, a ter amor em cada palavra
e matar
a anterior.
E as raparigas solteiras que não sabiam que matar
era morrer, choram, ao perceberem que o poema afinal, acaba mal
"Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem"
- Agostinho da Silva, “O Terceiro Caminho”, Diário de Alcestes [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 217.
16 de Dezembro, 19h - Debate com o Dr. Defensor Moura, candidato presidencial, sobre Direitos dos Animais e Equilíbrio Ecológico

A exemplo do que aconteceu em 24 de Junho, com o Dr. Fernando Nobre, a revista Cultura ENTRE Culturas promove agora um debate público com o Dr. Defensor Moura, enquanto candidato à Presidência da República, sobre os direitos dos animais e a questão ecológica. Serão dirigidos convites aos outros candidatos.
O moderador será Paulo Borges e a organização é da revista Cultura ENTRE Culturas, com o apoio do Partido pelos Animais e pela Natureza e do Movimento Outro Portugal, respectivamente representados na mesa por Paula Pérez (Conselho Nacional do PAN) e Luís Miguel Dantas (Comissão Coordenadora do MOP).
Empenhada em trazer estes temas para a agenda política nacional, a organização agradece ao Dr. Defensor Moura ter aceite o coinvite.
A revista Cultura ENTRE Culturas, dedicada ao diálogo intercultural e ao despertar da consciência cívica para as grandes questões planetárias, estará à venda no evento.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
6ª feira, 3, 19h - Tertúlia "Educar para quê?" e apresentação da "Cultura ENTRE Culturas" na Escola Superior de Educação Almeida Garrett
1 de Dezembro - Dia da interindependência

Nunca houve nações independentes. Todas foram, são e serão interdependentes, ou, quando muito "interindependentes", como gostava de dizer, de nós todos, Raimon Pannikar.
Todavia, nesta interindependência, há que assumir a responsabilidade de a gerir, orientando-a na melhor direcção possível para todos. Sem uma ideia e um projecto não existe uma comunidade, uma nação, um povo. Mas essa ideia, esse projecto, devem ser hoje trans-nacionais, gerando um novo sentimento de comunidade: para além das diferenças nacionais, culturais e linguísticas, a comunidade daqueles que visam um mundo melhor para todos os interindependentes e se decidem a realizá-lo desde já nas suas vidas, sem esperar pelo Estado, sempre ocupado com o que menos importa.
É este o projecto de um Outro Portugal, dimensionado à escala planetária, que se especialize no universal, no abraço ao mundo e a todos os seres vivos.
É este o Portugal que urge fundar, por sobre as ruínas do velho Portugal e do velho mundo que agonizam.
Valete, Fratres!
Agostinho da Silva e Portugal como mediador da interculturalidade
- Agostinho da Silva, Pensamento à Solta, in Textos e Ensaios Filosóficos II, p. 151.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
"Dá-me os óculos..." - últimas palavras de Fernando Pessoa, que partiu há 75 anos

"Dá-me os óculos..." - foram estas, segundo João Gaspar Simões, as últimas palavras de Fernando Pessoa, que partiu a 30 de Novembro de 1935.
A revista e o projecto Cultura ENTRE Culturas prestam a sua homenagem a quem viu o nada-tudo que há em nós e que, na linha de Camões e Vieira, seguido por Agostinho da Silva, semeou um Portugal-universo, cosmopolita e armilar, um Portugal trans-moderno livre da história e da geografia, refundado nas consciências e aberto a todos os que, portugueses, lusófonos ou não, se deixem inquietar pela terrível e esplendorosa estranheza de existir.
O 3º número da Cultura ENTRE Culturas ser-lhe-á dedicado.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
semente
Amanhã, 14.30-16h, Cultura ENTRE Culturas na Escola Superior de Educação de Setúbal
domingo, 28 de novembro de 2010
Maitreya Project
Maitreya Project is based on the belief that inner peace and outer peace share a cause and effect relationship and that loving-kindness leads to peace at every level of society — peace for individuals, families, communities and the world.
The Maitreya Buddha statue is being designed to last for at least 1,000 years. Through this entire new millennium and into the next, it will effect positive change within the hearts and minds of people all over the world and benefit the people of India through its social and economic activities.
Maitreya Project's vision includes schools that focus on ethical and spiritual development as well as academic achievement, and a healthcare network based around a teaching hospital of international standard to provide healthcare services, particularly for the poor and underprivileged.
Maitreya Project is working with local, regional and state governments in Uttar Pradesh, India, where the Kushinagar Special Development Area Authority will support the planned development of the area surrounding the Project.
The Maitreya Buddha statue is being built to bring as much benefit as possible, for as long as possible, so that loving-kindness will eventually arise in the hearts of all beings.
BAIXIO
cala a gargalhada, solta o pranto, soluça baixo o escárnio, dança sem modos o canto.
desagua o rio quando nasce. ri quando chora, cala o pranto.grita em silêncio o engano.
voa a gaivota outro canto. branco tão brancomar ou rio, salgado ou doce, nada o peixenão rinão choranada
nada/oco/vazioespanto/brancodor/sem cor/saboramargo/azia/azedomedo/começo/mortoterra/semen/fértil-estérilventre/entre/mente/vazio/oco/nada
desagua o rio quando nasce. ri quando chora, cala o pranto.
cala a gargalhada - nada
solta o pranto - oco
Soluça baixo o escárnio - vazio
dança sem modos - branco
nada o peixe - ventre
caminha - mente
nada/oco/vazio
grita em silêncio o engano
lodo/lama/lótus
nasce a lua na noite
despe o sol o dia
morre a poente
no colo do ausente
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Somos isto ou aquilo?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
6ª feira, 26, Botequim da Graça: Agostinho da Silva e a Europa

6ª feira, dia 26, estarei a partir das 18.30 com o Dirk Hennrich no Botequim da Graça, para animar a tertúlia com o tema "Agostinho da Silva e a Europa". Agostinho via o abraço ao mundo como a vocação e o destino de Portugal e da lusofonia, que não deveria ficar refém da velha civilização europeia, devendo antes trazer até ela o melhor de todas as culturas planetárias, de modo a regenerá-la da sua decadência. O mesmo já pensava Fernando Pessoa. Na verdade, o paradigma ferozmente antropocêntrico e produtivista-consumista da nossa civilização está a arruinar o planeta ao qual se estendeu.
Apareçam para arejar ideias, que este país estagnado bem precisa!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
José e Pilar - Trailer
José e Pilar
Sinopse
A Viagem do Elefante, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para José e Pilar, filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río.
Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, na sua casa e em viagens de trabalho por todo o mundo, José e Pilar é um retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo -- ou, pelo menos, em torná-lo melhor.
José e Pilar revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias feitas e prova que génio e simplicidade são compatíveis. José e Pilar é um olhar sobre a vida de um dos grandes criadores do século XX e a demonstração de que, como diz Saramago, "tudo pode ser contado de outra maneira".
música do trailer: noiserv - "Palco do Tempo" [noiserv.net]
olha-te para lá do verbo
sê livre como um livro a galgar caminhos
como as águas rebentadas de uma gravidez
não queiras ser suporte de uma lâmpada
nem a luz redonda que fica no chão do teatro
escreve o nós como se o nós
fosse a vida diante do espelho
ou como aquele profeta que foi à morte e voltou
apenas com o pretexto de repetir a cena
caminha para o poema
pelo centro da dor das palavras
agita-as numa vontade de mar
até veres no fundo da música
os pássaros brancos
GREVE GERAL
Façamos pois Greve Geral, em protesto contra todos os governos e oposições que, não só agora, mas desde a fundação de Portugal, contribuíram para o estado em que estamos. Todavia, façamos Greve Geral sobretudo em protesto contra nós próprios, que maioritariamente votamos sempre nos mesmos ou nos abstemos de votar e, principalmente, de criar alternativas à classe política e aos partidos em que desde há muito não acreditamos. Façamos Greve Geral, sim, mas também à nossa passividade e conformismo cívicos, à nossa preguiça e indolência, à nossa tremenda indiferença. Façamos Greve Geral ao nosso hábito inveterado de criticar tudo e todos e nada fazer, ficando sempre à espera que alguém faça, que os outros resolvam, que D. Sebastião apareça. Façamos Greve Geral à ideia de que basta fazer um dia de Greve Geral exterior, em prol de mudanças sociais, económicas e políticas, deixando tudo igual nos outros dias e dentro de cada um de nós. Sim, façamos definitivamente Greve Geral à demissão de sermos desde já, sempre e cada vez mais a diferença que queremos ver no mundo, em todas as frentes, sem exclusão de nenhuma: espiritual, cultural, ética, social, económica e política.
Façamos pois Greve Geral à nossa cumplicidade com o rumo de uma civilização que caminha aceleradamente para a sua perda, à nossa colaboração com a ganância e futilidade da hiperprodução e do hiperconsumo que violam a natureza e instrumentalizam e escravizam os seres vivos, homens e animais, em nome de um progresso e de um bem-estar que é sempre apenas o de uma pequena minoria de senhores do mundo. Façamos Greve Geral à intoxicação quotidiana de uma comunicação social que só deixa passar a versão da realidade que interessa aos vários poderes e contrapoderes. Façamos Greve Geral à imbecilização colectiva de muitos programas de televisão e seus outros avatares informáticos, que nos deixam pregados no sofá e nos ecrãs quando há crianças a morrer de fome, mulheres apedrejadas até à morte, velhos abandonados, defensores dos direitos humanos torturados e a apodrecer nas prisões, trabalhadores explorados, povos vítimas de agressão militar e genocídio, animais produzidos em série para os nossos pratos e a agonizar nos canis, matadouros, laboratórios e arenas, a natureza e o planeta a serem devastados… Façamos Greve Geral a todas as nossas ilusões e distracções, a todo o fazer de conta, a toda a conversa fútil no café, telemóvel, blogues e facebook, a todo o voltar a cara para o lado ante a realidade profunda das coisas e toda a nossa hipócrita cumplicidade com o que mais criticamos e condenamos.
Sim, e sobretudo façamos Greve Geral à raiz de tudo isso, a todos os nossos pensamentos, emoções, palavras e acções iludidos, inúteis e nocivos a nós e a todos. Greve Geral a todos os juízos e opiniões que visam sempre autopromover-nos em detrimento dos outros. Greve Geral a colocarmo-nos sempre em primeiro lugar, a nós e aos “nossos”, familiares, amigos, membros da mesma nação, clube, partido, religião ou espécie, em detrimento dos “outros”, sempre a menorizar, desprezar, combater, dominar ou abater. Pois façamos Greve Geral, total e radical, não só um dia, mas para sempre, a toda a ignorância dualista, apego e aversão e à sua combinação em todo o egocentrismo, possessividade, orgulho, inveja e ciúme, avareza e avidez, ódio e cólera, preguiça e torpor. Paremos para sempre de produzir e consumir isto, cessemos de poluir mental e emocionalmente o planeta e deixemos espaço para que em nós floresça e frutifique a sabedoria, o amor, a compaixão imparciais e incondicionais, a paz e a alegria profundas e duradouras.
Façamos Greve Geral, agora e para sempre! E deixemo-nos contaminar pela Revolução doce e silenciosa de uma mente desperta e sensível ao Bem de todos os seres sencientes, que nada pense, diga e faça que não o vise, a cada instante, seja em que esfera for, também na economia e na política. Desta Greve Geral sai um Homem e um Mundo Novo.
Paulo Borges
23.11.2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
conferência de Paulo Borges em Barcelos
domingo, 21 de novembro de 2010
3ª feira, 23, 21.30, Clube Literário do Porto, "Descobrir Buda" e nº2 da revista Cultura Entre Culturas


Estarei no Clube Literário do Porto, na Rua da Alfândega, 22, na 3ª feira, dia 23, pelas 21.30, para uma conferência com o tema "Descobrir Buda" e para apresentar o meu último livro, com o mesmo título (Lisboa, Âncora, 2010), bem como o nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, dedicada ao tema "Encontro Ocidente-Oriente".
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O diagnóstico que Erich Fromm fez, já em 1976, do “fracasso” e do “fim de uma ilusão”
- Erich Fromm, Ter ou Ser?, Lisboa, Editorial Presença, 1999, pp.13-14.
Filosofia: Mente, meditação e despertar da consciência
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Para download: Extractos do nº 2 da revista - pdf
As Bufónias, o sacrifício e a queda pelo alimento animal, segundo Agostinho da Silva
- Agostinho da Silva, A Religião Grega [1930], in Estudos sobre Cultura Clássica, p. 165.
"O animal é o futuro do homem" - Dominique Lestel, um etólogo e filósofo que repensa o homem a partir da sua relação com o animal
Dominique Lestel, L'animal est l'avenir de l'homme
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"[...] a etologia e a psicologia comparadas, apesar das suas manifestas insuficiências, mostraram de forma indubitável que o animal é um sujeito complexo, frequentemente um indivíduo e por vezes uma pessoa. Em todos os casos, trata-se de um interlocutor e por vezes de um companheiro, o que já justifica plenamente a vontade de o proteger contra a violência dos humanos. Nesta perspectiva, é interessante constatar que o humano é a única espécie predadora em que certos indivíduos protegem as presas contra os seus congéneres. É também a única espécie, infelizmente, que se pode caracterizar como uma espécie predadora universal, susceptível de destruir tudo o que é vivo.
[...]
"Aqueles que se preocupam hoje com os animais [...] [são] indivíduos que constituem a vanguarda de uma nova cultura em gestação. Pois quem ataca os animais agride também o homem. [...]
Os humanos que se preocupam com os outros animais constituem um movimento de vanguarda chamado a crescer e a transformar a consciência da época"
- Dominique Lestel, L'animal est l'avenir de l'homme, Paris, Fayard, 2010, pp.8, 10 e 12.
http://fr.wikipedia.org/wiki/Dominique_Lestel
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dia 19, 21.30, em Barcelos: "Mente, meditação e despertar da consciência", apresentação da Cultura ENTRE Culturas 2 e de "Descobrir Buda"


Estarei no dia 19, 6ª feira, pelas 21.30, no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos, para uma conferência com o tema "Mente, meditação e despertar da consciência: a redescoberta de um intemporal paradigma". Na mesma ocasião apresentarei o nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, bem como o meu último livro: Descobrir Buda (Lisboa, Âncora Editora, 2010). O evento integra-se no Ciclo de Conferências "Consciência e Religião: perspectivas" e a entrada é livre.







