Quando, por desejo de solidão, rompemos os laços que tínhamos, o Vazio apodera-se de nós: mais nada, mais ninguém... Quem nos resta para liquidar? Onde desencantar uma vítima duradoura? - Uma tal perplexidade aproxima-nos de Deus: com Ele, pelo menos, temos a certeza de poder romper indefinidamente...
E. M. Cioran, Silogismos da Amargura, 2009, Letra Livre, Lisboa, p.83
terça-feira, 12 de outubro de 2010
"(...) com Ele, pelo menos, temos a certeza de poder romper indefinidamente..."
"Eu não sou eu nem sou o outro, / Sou qualquer coisa de intermédio" - Mário de Sá-Carneiro
O bar-do (entre-dois) tibetano, o "King of Gaps" pessoano, o terceiro excluído da lógica aristotélica... O que há entre cada pensamento: isso que não é isto nem aquilo.
domingo, 10 de outubro de 2010
Medo do Caos
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| O Grito (Edvard Munch) |
Mircea Eliade, O Sagrado e o Profano, 2006, Livros do Brasil, Lisboa, p.76
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Missão de Portugal, in "Mensagem" de Luis Vidal Lopes
A "Mensagem" é o anúncio da Missão de Portugal face ao reaparecimento Daquele que está Encoberto...
Excerto do filme "Mensagem", dirigido e montado por Luis Vidal Lopes, estreado no cinema S.Luiz, em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1988 e baseado no livro homónimo de Fernando Pessoa. Argumento e texto de Manuel Gandra e Luis Vidal Lopes. Poemas, cartas e textos originais de Fernando Pessoa. Fotografia de Manuel Costa e Silva. Musica de Gustave Holtz. Produção de Cristina Hauser. Filipe Ferrer no papel de Fernando Pessoa.
sábado, 9 de outubro de 2010
Colóquio Internacional Oriente-Ocidente, 10/11 de Novembro - apresentação do nº2 da Cultura ENTRE Culturas e de "Descobrir-se Buda", de Paulo Borges

Colóquio Internacional Oriente-Ocidente:
diálogos e cruzamentos
(nos 500 anos da chegada dos portugueses a Goa)
10-11 de Novembro
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Câmara Municipal de Lisboa
Na circunstância oportuna dos 500 anos da chegada dos portugueses a Goa e da passagem em Lisboa, Porto e Funchal de uma Exposição de Relíquias Budistas, pretende-se reflectir sobre alguns aspectos centrais do sempre constante, e cada vez mais evidente, diálogo e entrelaçamento Oriente-Ocidente.
Além de se dar voz a uma nova geração de jovens investigadores nacionais e estrangeiros, destaca-se a presença do Professor François Jullien, professor da Universidade de Paris VII, director do Instituto do Pensamento Contemporâneo e do Centro Marcel Granet. Eminente sinólogo, tem mais de 20 obras publicadas em cerca de 20 países sobre o pensamento chinês e o seu contraste com a filosofia europeia, repensando a essa luz a própria identidade cultural europeia-ocidental.
Uma iniciativa do Projecto “Filosofia e Religião”, do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da União Budista Portuguesa e da revista Cultura ENTRE Culturas.
Comissão Organizadora: Paulo Borges, Carlos João Correia, Carlos Silva
Programa:
4ª feira, 10 de Novembro – Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
9.30 – Abertura
10.00 – 10.25 - António Faria, Teosofia, Sāṁkhya-Yoga e Buda Dharma
10.25 – 10.50 - Filipa Afonso - O despertar do prisioneiro e a libertação do sonhador: a consistência do real no neoplatonismo do Pseudo-Areopagita e no Advaita Vedanta de Sankara
10.50 – 11.15 - Ricardo Ventura, «A Breve noticia dos erros, que tem os Gentios do Comcão na Índia», atribuível a João de Brito, no contexto dos tratados seiscentistas sobre o "gentilismo"
11.15 – 11.45 – Debate e intervalo
11.45 – 12.10 – Paula Morais, A essência do feminino no Yoga primordial e no século XXI
12.10 – 12.35 - Fabrizio Boscaglia, A sabedoria de Omar Khayyâm entre Oriente e Ocidente
12.35 – 13.00 – Antonio Cardiello, Perspectivas de intercultura filosófica em Nishida Kitarō
13.00 – 13.15 – Debate e intervalo para almoço
14.30 – 14.55 – Beatriz Lobo, Ecos do Oriente na obra wagneriana
14.55 – 15.20 – Dirk Hennrich, A noção do Oriente em Vilém Flusser
15.20 – 15.45 – Rui Lopo, Budismo, niilismo e orientalismo. Ismo?
15.45 – 16.15 – Debate e intervalo
16.15 – 16.40 – José Eduardo Reis, Quadros de uma exposição ideal do Oriente na Literatura Portuguesa
16.40 – 17.05 – Bruno Béu, Eu metafísico e âtman: a suspeita de Vergílio Ferreira sobre a orientalidade do "seu" eu.
17.05 – 17.30 – Paulo Borges, Fernando Pessoa no Tibete: Bar-do e “King of Gaps”
17.30 – 18.00 – Debate e intervalo
18.00 – 19.00 - Apresentação do livro Descobrir-se Buda, de Paulo Borges, e pré-apresentação do nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, dedicada ao tema Encontro Ocidente-Oriente.
19.00 – 20.00 - François Jullien, Quel dialogue philosophique entre la Chine et l’Occident?
5ª feira, 11 de Novembro – Sala do Arquivo dos Paços do Concelho (Câmara Municipal de Lisboa, Largo do Município)
15.00 - Abertura
15.30 – 16.00 - Carlos João Correia, Oriente/Ocidente: a questão da identidade pessoal (presença a confirmar)
16.00 - 16.30 - José Carlos Calazans (tema a indicar)
16.30 – 17.00 - Ana Cristina Alves, Metamorfoses do corpo sagrado nas biografias de Jesus Cristo e do Buda Histórico
17.00 – 17.30 – Debate e intervalo
17.30 – 18.00 - Miguel Real, Goa - 500 anos depois, um testemunho
18.00 – 18.30 - Carlos Silva, Sob o signo da dualidade: paralelo do Sâmkhya com o dinamismo de Anaxágoras
18.30 – 19.00 – Debate e intervalo
19.00 – 19.30 – Apresentação do nº2 da revista Cultura ENTRE Culturas, dedicada ao tema Encontro Ocidente-Oriente
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Press Statement of His Holiness the Dalai Lama on Liu Xiaobo Being Awarded the 2010 Nobel Peace Prize
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| Liu Xiaobo |
Awarding the Peace Prize to him is the international community’s recognition of the increasing voices among the Chinese people in pushing China towards political, legal and constitutional reforms.
I have been personally moved as well as encouraged by the efforts of hundreds of Chinese intellectuals and concerned citizens, including Mr. Liu Xiaobo in signing the Charter 08, which calls for democracy and freedom in China. I expressed my admiration in a public statement on 12 December 2008, two days after it was released and while I was on a visit to Poland. I believe in the years ahead, future generations of Chinese will be able to enjoy the fruits of the efforts that the current Chinese citizens are making towards responsible governance.
I believe that Chinese Premier Wen Jiabao’s recent comments on freedom of speech being indispensable for any country and people’s wish for democracy and freedom being irresistible are a reflection of the growing yearning for a more open China. Such reforms can only lead to a harmonious, stable and prosperous China, which can contribute greatly to a more peaceful world.
I would like to take this opportunity to renew my call to the government of China to release Mr. Liu Xiaobo and other prisoners of conscience who have been imprisoned for exercising their freedom of expression.
October 8, 2010
fonte: http://www.facebook.com/#!/notes/dalai-lama/press-statement-of-his-holiness-the-dalai-lama-on-liu-xiaobo-being-awarded-the-2/437614257321
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Prémio Nobel da Paz 2010
Conceptos Vigentes - Lo que importa es la verdad
1/10/2010
Tito Reséndez Treviño
1°- CONVERSACIÓN.- Lo que ustedes amables lectores van a repasar en seguida, es la conversación sostenida por el teólogo brasileño Leonardo Boff y el Dalai Lama, aclarando que el primero es uno de los renovadores de la Teología de la Liberación.
Esta fue la plática, comentada posteriormente por don Leonardo:
“En el intervalo de una mesa redonda sobre religión y paz entre los pueblos, en la cual participaba el Dalai Lama y un servidor, maliciosamente, más también con interés teológico, le pregunté en mi inglés defectuoso”:
“Santidad, cuál es la mejor religión?” Your holiness, what’s the best religion?
Esperaba que dijera: “El budismo tibetano” o las religiones orientales, mucho más antiguas que el cristianismo...”
El Dalai Lama hizo una pequeña pausa, sonrió, me miró fijamente a los ojos, lo que me desconcertó un poco porque yo sabía la malicia contenida en la pregunta.
Y afirmó:
La mejor religión es la que te aproxima más a Dios, al infinito.
Es aquella que te hace mejor.
Para salir de la perplejidad delante de tan sabia respuesta, pregunté:
“¿Qué es lo que me hace mejor?” Aquello que te hace más compasivo, más sensible, más amoroso, más humanitario, más responsable, más ético...
La religión que consiga hacer eso de ti es la mejor religión.
Callé, maravillado y hasta los días de hoy estoy rumiando su respuesta sabia e irrefutable.
No me interesa amigo tu religión o si tienes o no tienes religión. Lo que realmente me importa es tu conducta delante de tu semejante, de tu familia, de tu trabajo, de tu comunidad, delante del mundo.
Recordemos:
El Universo es el eco de nuestras acciones y nuestros pensamientos.
La Ley de Acción y Reacción no es exclusiva de la Física.
Es también de las relaciones humanas.
Si yo actúo con el bien, recibiré el bien. Si actúo con el mal, recibiré el mal.
Aquello que nuestros abuelos nos dijeron es la más pura verdad:
“Tendrás siempre el doble de aquello que desees a los otros”.
Ser feliz no es cuestión de destino. Es cuestión de elección.
Cuida tus Pensamientos porque se volverán Palabras.
Cuida tus Palabras porque se volverán Actos.
Cuida tus Actos porque se harán Costumbre.
Cuida tus Costumbres porque forjarán tu Carácter.
Cuida tu Carácter porque formará tu Destino.
Y tu Destino será tu Vida.
No hay religión más elevada que la Verdad
Buen fin de semana y acuérdese, sea católico, protestante ó de cualquier otra religión, lo único es la VERDAD, porque ahí está el GRAN ARQUITECTO DEL UNIVERSO...
fonte: http://www.eldiariodevictoria.com.mx/?c=141&a=20138
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Reportagem fotográfica da oitava sessão de apresentação de "Vozes do Pensamento", um livro de Isabel Rosete, na "Perlimpimpim", 02/10/2010,
http://isabelrosetevozes.blogspot.com/
Bem-hajam,
IR
http://isabelrosetevozes.blogspot.com/
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Reino Unido reconhece oficialmente o druidismo como religião
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| Pela primeira vez numa década os druidas celebraram o solstício em Stonehenge (Paul Hackett/Reuters) |
O anúncio foi feito pela Comissão de Organizações de Beneficência que passará a incluir esta prática espiritual originária nas sociedades celtas de toda a Europa na sua lista de cultos de “fé genuína” do país.
Entre outras coisas, este reconhecimento trás com ele importantes deduções fiscais à Druid Network (Rede de Druídas), que passa a ter o estatuto de organização de beneficência. Isto porque a promoção do druidismo como religião passa a ser considerada uma actividade de interesse público.
A comissão sublinhou que o culto dos espíritos do mundo natural é uma actividade religiosa comparável ao cristianismo e o islão e recordou que o druidismo é uma das mais antigas práticas espirituais do Reino Unido.
Segundo números oficiais, citados ontem pelas agências, o druidismo no Reino Unido está no seu melhor momento dos últimos dois mil anos. Uma popularidade que se justifica pela diminuição de influência das religiões tradicionais e um crescente aumento das preocupações ambientais por parte dos britânicos.
Os seguidores deste culto pagão prestam homenagem ao espírito que vive na terra e às forças da natureza. Acreditam nos espíritos que habitam nas montanhas, rios e mares e os seus rituais centram-se essencialmente na mudança das estações, como representação divina da natureza.
fonte: http://www.publico.pt/Mundo/reino-unido-reconhece-oficialmente-o-druidismo-como-religiao_1459120
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Al-Biruni
Nascido por volta de 973, na região de Khwarezmia iraniana, ele levaria a cabo uma actividade de observação científica que seria muito útil para a elaboração de calendários e da cronologia das nações. Mas foi a sua obra sobre a Índia (Kitab al-Hind), finalizada por volta de 1030, que lhe trouxe grande notoriedade. Foi o primeiro a falar claramente da epopeia guerreira de Mahabharata, tal como se pode constatar nesta passagem retirada do Livro da Índia: «É uma obra particularmente venerada pelos hindus. Eles procuram que encontremos aí tudo o que está nas outras obra, para além de outras informações que não podem ser encontradas em mais lugar nenhum. Este livro, o Maha-Bharata, organizado por Vyasa, filho de Parashara, durante a grande guerra entre os [Pandava] filhos de Pandu, e os de Kuru». A seguir, o leitor pode ler a descrição detalhada das dezoito partes que constituem o Mahabharata. Al-Biruni morreu por volta de 1050, sem dúvida, na sua terra natal de Khwarezmia.
O caso de Al-Biruni é exemplar. Eis um sábio completo, versado no enciclopedismo, que provou a necessidade de aprender o sânscrito e o hinduísmo, que traduziu obras sânscritas para árabe e as suas próprias obras para o sânscrito. Chamado respeitosamente AlUstad, «o Professor», Al-Biruni tanto era sábio no domínio dos idiomas e da religião, como no domínio da geometria euclidiana, da filosofia e da astronomia. No seu Livro da Índia, Al-Biruni faz referência à total imparcialidade que todo o bom historiador deve ter: «Foi para isso que escrevi este Livro da Índia, sem difamar pessoas que têm crenças contrárias às nossas e sem me esquecer de citar as suas próprias palavras. Se o que eles crêem ser a sua verdade difere da nossa, mesmo parecendo ela abominável para os muçulmanos, que assim seja! Apenas direi: "É nisto que os hindus acreditam e é esta a sua forma de ver!" » (p.42).
Malek Chebel, O Islão Explicado, 2010, Europa-América, Mem Martins, pp.127-128
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Domingo de Outono
Dedico este 'Domingo de Outono' a Maria Sarmento
Nesta manhã de Domingo acordei Maria Silva, a lembrar-me da lista de todos os nomes perdidos nas celas, aprisionados por terem outros nomes. Hoje acordei Maria, mulher do povo, desconhecida, sem precisar de mais um nome de novo. Hoje sou Maria, como a Madalena que beijou-te sem medo, despudorada amante sem nome, Maria de novo. Hoje acordei Maria e rezei por eles, de morte matada, cristãos, ateus, budistas, mulçumanos, poetas, pintores, operários, negros, judeus, homens, Maria de novo.
Hoje acordei sem ar, sem nome algum para contar, história que quero enterrar.
Maria como a flor amarela que sorria enquanto morria.
verde é a terra
castanha regada
floresta sem nome
reconhece o corpo
que a ti regressa de novo
noutra terra vermelha
nascido antes
branca é a montanha
que te guarda
coberta de neve
em tempos doce
quase sem cor
negra tão negra é a dor
que te leva sem rumo
amanhece no campo
feliz o trigo por ti cultivado
brota na terra a flor
outrora sem dono
colhe sem pressa o tempo
descansa em ti um sorriso
verde, castanho molhado
de amor.
Nesta manhã de Domingo acordei Maria Silva, a lembrar-me da lista de todos os nomes perdidos nas celas, aprisionados por terem outros nomes. Hoje acordei Maria, mulher do povo, desconhecida, sem precisar de mais um nome de novo. Hoje sou Maria, como a Madalena que beijou-te sem medo, despudorada amante sem nome, Maria de novo. Hoje acordei Maria e rezei por eles, de morte matada, cristãos, ateus, budistas, mulçumanos, poetas, pintores, operários, negros, judeus, homens, Maria de novo.
Hoje acordei sem ar, sem nome algum para contar, história que quero enterrar.
Maria como a flor amarela que sorria enquanto morria.
verde é a terra
castanha regada
floresta sem nome
reconhece o corpo
que a ti regressa de novo
noutra terra vermelha
nascido antes
branca é a montanha
que te guarda
coberta de neve
em tempos doce
quase sem cor
negra tão negra é a dor
que te leva sem rumo
amanhece no campo
feliz o trigo por ti cultivado
brota na terra a flor
outrora sem dono
colhe sem pressa o tempo
descansa em ti um sorriso
verde, castanho molhado
de amor.
sábado, 2 de outubro de 2010
Rabi'a al-Adawaiyya
O Islão tem com Rabi'a al-Adawaiyya, uma mística de Baçorá, antiga Basra, o equivalente exacto de Teresa d'Ávila. Esta mulher surpreendente, de uma beleza física reconhecida, viveu uma ascese exemplar, a ponto de ter sido considerada um exemplo maior na maior parte das ordens do seu tempo e de se ter afirmado como benfeitora da sua cidade. Poetisa, desprezava os bens materiais e não vivia senão em nome da sua vontade inabalável de querer unir-se a Deus ou de querer estar na sua companhia (uns). Pela sua sinceridade, a sua força pela paixão mística (mahabba) conquistou um lugar na História. Assinala-se, sobretudo, a forte tónica mística dos seus poemas que celebravam a entrega de si, a privação e o isolamento. Sendo o Oriente sensível aos prodígios, diz-se que o seu brilho espiritual era tão poderoso que minorava a ausência das velas Ainda actualmente, no Cairo e noutras cidades muçulmanas, o culto de Rabi'a al-Adawuiyya continua vivo. Permanece como um símbolo solitário e uma representação delicada da emoção mística.
Malek Chebel, O Islão Explicado, 2010, Europa-América, Mem Martins, pp.110-111
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Filosofia, poesia e gente

No dia 4 de junho, o Segundo Caderno de O Globo publicou um artigo do antropólogo Hermano Vianna, que tem livros dedicados à cultura popular sobre o funk e o samba. Nesse artigo, no entanto, ele trata de um tema bem diferente: o texto tem por título “A nova metafísica”, e fala do livro Depois da finitude, editado em Paris, pela Seuil, em 2006, escrito por Quentin Meillassoux, que começa assim: “A teoria das qualidades primeiras e segundas parece pertencer a um passado filosófico irremediavelmente caduco: é tempo de reabilitá-la.” A partir daí, dado o sucesso que o livro tem alcançado, passa a comentar o fato de que o pensamento filosófico pós-68 já não anda tão firme como se tem propalado desde que Deleuze e Derrida publicaram suas obras. Ideias como o “correlacionismo” perdem sua força. O “correlacionismo”, numa explicação grosseira, defende que só conhecemos das coisas o que experimentamos pelos sentidos, que traduzem nossa relação com elas, mas não temos como conhecer as coisas em si mesmas. Ou seja, sentimos gostos, cheiros e vemos imagens, mas o que está “do lado de lá”, o real ou coisa “em si”, seria para sempre impossível de conhecer.
Mesmo levando em conta as teorias que a elite intelectual tem defendido desde aquele período, e admitindo a influência dessa linha de pensamento sobre o comportamento das sociedades ocidentais de modo geral, acredito que a ideia da metafísica tenha estado sempre infiltrada na visão de mundo das pessoas comuns e que sua influência nunca tenha se diluído completamente na vida dessas pessoas.
Em parte, talvez principalmente, isso acontece por causa dos conceitos religiosos, que remetem à existência de uma realidade extrassensorial. Se grande parte aceita a relativização da ideia de realidade, por outro lado existe para muitos a noção de seres a que se deve obediência, e acima de tudo a noção da criação, que dá às coisas que nos cercam um sentido sagrado. E se alguma coisa é sagrada, ela existe e é governada por leis que estão acima de nós. A enorme diferença é que nesse caso não se trata de uma convicção racional, mas de uma crença baseada na fé. E como a fé religiosa tem cores emprestadas da experiência infantil do desamparo e sua motivação é predominantemente afetiva, ligada à presença do pai e da mãe, percebe-se que, mesmo não se tratando exatamente da metafísica de cunho filosófico que vem dos gregos, elas, as duas formas de metafísica, se comunicam.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Zhou Hua







Zhou Hua graduated from University of Tibet, College of Art. Hua is an active member of the Tibetan Art Association, as well as a member of The Studio of Tibetan Folklore Oil Paintings. Zhou’s paintings focus on Tibetan themes and culture. Her work captures the essence of the people of Tibet.
http://www.mandarinfineart.com/huagd.htm
http://www.galerie-du-soleil.com/Artist-Detail.cfm?ArtistsID=407
Milonga del Angel
Deixa-me estar por aqui. Fazer um intervalo em cada compasso. Alinhar a rima na tua harmonia. Repousar contigo do som, de cada palavra.
[O menino nasceu sem mãe
O homem perdeu-se na cama
A guerra fez-se senhora
A miséria atravessa a esquina
E dizem que a virgem pariu-te sem dor]
Deixa-me estar assim contigo nesse som que se escapa lembrando que a vida tem outra cor, neste segundo que respiro feliz.
[O menino nasceu sem mãe
O homem perdeu-se na cama
A guerra fez-se senhora
A miséria atravessa a esquina
E dizem que a virgem pariu-te sem dor]
Deixa-me estar assim contigo nesse som que se escapa lembrando que a vida tem outra cor, neste segundo que respiro feliz.
China lança coleção de livros brancos sobre o Tibete
28/09/2010
O governo chinês lançou ontem (27) uma coleção de livros brancos sobre o desenvolvimento do Tibete.
A coleção conta com oito livros brancos sobre o Tibete e outros três que abrangem os temas etnia e religião. Todos os onze documentos foram publicados após 1992.
A coleção conta o fato de que o Tibete é uma parte inseparável do território chinês, além da história da libertação pacífica e da reforma democrática na região. Os livros brancos ainda lembram a modernização, evolução cultural e desenvolvimento ecológico do Tibete, desvendando o separatismo de Dalai Lama.
por Renato Lu
fonte: http://portuguese.cri.cn/561/2010/09/28/1s127187.htm
O governo chinês lançou ontem (27) uma coleção de livros brancos sobre o desenvolvimento do Tibete.
A coleção conta com oito livros brancos sobre o Tibete e outros três que abrangem os temas etnia e religião. Todos os onze documentos foram publicados após 1992.
A coleção conta o fato de que o Tibete é uma parte inseparável do território chinês, além da história da libertação pacífica e da reforma democrática na região. Os livros brancos ainda lembram a modernização, evolução cultural e desenvolvimento ecológico do Tibete, desvendando o separatismo de Dalai Lama.
por Renato Lu
fonte: http://portuguese.cri.cn/561/2010/09/28/1s127187.htm
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