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quarta-feira, 11 de julho de 2012
O objectivo do verdadeiro político [...] é tornar a política desnecessária, e cada vez mais necessária a arte"
"O fim, em meu entender, é instaurar uma sociedade em que tudo seja arte, e nada seja política. O objectivo do verdadeiro político (se não estou em erro) é tornar a política desnecessária, e cada vez mais necessária a arte"
- António Sérgio
segunda-feira, 14 de março de 2011
«J comme joie»
- Gilles Deleuze & Claire Parnet, in «L'abécédaire de Gilles Deleuze».
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
"é depois, quando o amor se abateu..."
"Não é quando se está em transe de amor, o único momento em que verdadeiramente se ama, que se escreve ou se compõe ou se pinta: é depois, quando o amor se abateu, quando reina o artista, […] e há do amor apenas a lembrança, quase uma reminiscência platónica, no sentido de que foi uma experiência que nos excedeu e de que só poderemos recordar fragmentos e talvez o que menos valha"
- Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 240.
- Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 240.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
“Como se pintar fosse um acto religioso, como se a pintura fosse concebida como memória, como se a memória fosse um manifesto poético” - Maria Gil, sobre a arte de José Ralha
Lembrando José Ralha,
um dos que aqui está, ainda que nos não veja.
um dos que aqui está, ainda que nos não veja.
“Fernando de Pessoa”, de José Ralha (1985)
Ainda a vida
A José Ralha,
poeta do, olhando, olhar alma
In’pressiona, digi’tal, a bravura da grã
cerimónia à flor do elmo e d’armadura
– entre portas segredadas da alma
e aquela antimónia janela do corpo
que é véspera intérmina da batalha.
Alquímica, mercuriando a arte dos filósofos
plasma o artista nas cores, elementos
curiais de Amor, seu Senhor:
ofício maior da vida (morgano fado)
fechado a sete chaves por Maria.
Esperante do régio princípio
no retábulo da Pátria, o príncipe
de todos beija o todo em cada um
que sonha que não sonha: qual
metálica vigia do carro do triunfo.
Ao céu aberto da serrania do mundo,
no monte da lua, Cintra beija
ao fogo do secreto gotejo,
em amor perfeito, a tristeza álacre
e sacral do magno mistério -
Portugal: cerimonial de ciprestes d’algo.
* Poema inscrito no Livro de Honra por Donis de Frol Guilhade, aquando da exposição de José Ralha na Galeria Hexalfa, patente entre 4 de Maio e 5 de Junho de 2000, mostra subordinada ao tema “Da Divina Proporção”.
Até já, Mano!
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