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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Para nascer, Portugal: para morrer, o mundo”



"Nascer pequeno e morrer grande, é chegar a ser homem. Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento, e tantas para a sepultura. Para nascer, pouca terra; para morrer toda a terra. Para nascer, Portugal: para morrer, o mundo”

- Padre António Vieira, Sermão de Santo António, Sermões, VII, p.64.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

“Antes de haver meu e teu, havia amor"



“Antes de haver meu e teu, havia amor, porque eu amava-vos a vós e vós a mim: mas tanto que o meu e teu se meteu de permeio, e se atravessou entre nós, logo se acabou o amor; porque vós já me não amais a mim, senão o meu, nem eu vos amo a vós, senão o vosso. No princípio do mundo, como gravemente pondera Séneca, porque não havia guerras ? Porque usavam os homens da terra como do céu. O sol, a lua, as estrelas e o uso da sua luz é comum a todos e assim era a terra no princípio: porém depois que a terra se dividiu em diferentes senhores, logo houve guerras e batalhas e se acabou a paz, porque houve meu e teu”

– Padre António Vieira, Sermão da Segunda Dominga da Quaresma, Sermões, III, p.70.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Se queremos julgar, viremos os olhos para a parte de dentro"

"Se queremos julgar, viremos os olhos para a parte de dentro, que ainda mal, porque tanto acharemos que julgar, que examinar e que condenar. Se nos julgarmos sem paixão a nós, eu vos prometo que teremos tanto que fazer e tanto que não nos ficará nem tempo, nem ânimo para julgar a outrem" - Padre António Vieira, Sermão da Segunda Dominga do Advento.

Vieira nasceu a 6 de Fevereiro de 1608, em Lisboa.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Padre António Vieira e o regresso do mundo ao vegetarianismo paradísiaco

“Pois se do princípio do mundo até o dilúvio [que se contaram 1650 anos] os animais viviam em paz entre si, e os que hoje feros e domésticos naquele tempo pasciam no mesmo campo pacífica e concordemente, sem se perseguirem, nem se comerem: que muito será que torne o mundo a ver na sua última idade o que viu na primeira ? e [sic] que na renovação da terra e dos ares que considerámos acima se restitua também o temperamento dos animais à constituição antiga com que, sem nenhum milagre nem mudança essencial da natureza, o instinto e apreensão da fantasia os leve aos frutos e às ervas como hoje os convida às carnes ?”

– Padre António Vieira, Apologia das Coisas Profetizadas, p.292.