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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sou um liberal de velho estilo para quem todos os males vêm ao mundo da ordem e da organização" - José Marinho

"Sou um liberal de velho estilo para quem todos os males vêm ao mundo da ordem e da organização. O espírito repudia a ordem que existe para as coisas e a organização que é só própria dos seres vivos" - José Marinho

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Aquele a quem foi dado ser plenamente como o em que se nega todo parcial ser..."

"Aquele a quem foi dado ser plenamente como o em que se nega todo parcial ser, como o que vê e, no ver do que é, infinitamente ultrapassa todo ver e saber finito, esse, no mesmo instante em que frui a mais pura alegria, sabe para sempre toda a verdade"
- José Marinho, Teoria do Ser e da Verdade, Lisboa, Guimarães Editores, 1961, p.19.





20 de Dezembro
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Anfiteatro 3
9h30m – 20h

Com o apoio da Cultura ENTRE Culturas

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"...vamos compreendendo que o ser alheio a nós é também nós e que nos importa sê-lo para sermos"

"Quando surgimos para a consciência, tendemos a distinguir-nos e a afirmar-nos como diferentes. Mas, na medida em que o nosso pensamento se desenvolve, vamos compreendendo que o ser alheio a nós é também nós e que nos importa sê-lo para sermos. Eis a origem profunda do amor e eis aquilo que a razão humana tem de ter em conta sob pena de não alcançar a verdade mais alta"

- José Marinho, "Sobre a compreensão - II", in Teoria do Ser e da Verdade, I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2009, p.335.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

De Portugal como "povo extremo [...], não da Europa, mas da Eurásia"

Portugal, segundo José Marinho:

“povo extremo da Ibéria, povo extremo, cabe longamente pensá-lo, não da Europa, mas da Eurásia, […]”

Verdade, condição e destino no pensamento português contemporâneo, Porto, Lello & Irmão – Editores, 1976, p.228.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"O português foi o que agiu e na acção se aniquilou"

"Ora, quando o português se interroga acerca de si, há imediatamente uma resposta espontânea e directa. O português foi o que agiu e na acção se aniquilou. Diz-nos o poeta que deixou "a alma pelo mundo em pedaços repartida". O mesmo nos diz a pátria em a História Trágico Marítima e no mito do Encoberto que partiu para não regressar mais. Mas as pátrias têm mais débil ser que os homens que as compõem, sobretudo quando estes são geniais. Camões voltou para nos dar na epopeia o canto de partida e da heróica chegada e, com seus versos, a canção e a elegia do exílio, da dispersão e da saudade. A pátria, porém, não regressou ainda.

As nações que cometem o maior pecado contra o espírito, o de tomar a acção como fim, concebida esta na maior universalidade, aniquilam-se no seu agir. É agindo que o ser se revela na sua primitiva forma vital e social, e, neste sentido, telúrico e humano, "no começo é a acção". Mas é agindo que o ser se nulifica. Não só o podemos ver na vida social, onde o homem da acção constitui e determina em seu agir a zona extrínseca do ser do homem, mas ainda cosmicamente. O ser apenas em acto é o menor ser físico. O ser que, fazendo, não sabe porque nem para que faz, é uma virtualidade espiritual que logo se apaga, é o ser alheio a si próprio"

- José Marinho, "Sobre o valor da acção", in Teoria do Ser e da Verdade I, edição de Jorge Croce Rivera, Lisboa, INCM, 2009, p.349.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"... é respeitando a diversidade em que tudo se manifesta, que podemos verdadeiramente afirmar a unidade para que tudo tende"

"O pensamento político tem como o religioso o grave escolho do dualismo. Mas há para além do pensamento dualista um pensamento unitário, como há para além do ser dicotómico um ser uno. No desenvolvimento da existência do homem singular ou do homem em sociedade se vão estabelecendo distinções entre alma e corpo, espírito e matéria, ideal e real, bem e mal, verdadeiro e falso, sábio e ignorante, governante e governado, nacionalismo e internacionalismo… Mas o homem que em cada uma delas se manifesta não está em qualquer delas inteiramente: assim numa ideia ou num sistema de ideias não está todo o pensamento do homem, assim num acto de amor ou numa vida de amor não está esgotado o amor.

Importa, pois, caminhar para além das opiniões, não por um desejo de que a unidade fosse, mas pela certeza de que existe. O sentimento de sermos implica unidade, mas uma é a unidade que nos é dada com o ser, e esta é obscura, precária, e para manter-se solicita o seu contrário; outra é a unidade pura e inalterável. Para ela a verdadeira vida é incessantemente caminhar, pois por ela tudo existe. Mas não é unidade absorvente, não é qualquer pálida e majestosa uniformidade. Realizamo-la não negando o que somos, mas procurando cada vez mais pura consciência do que tendemos a ser. E assim não há um partir para a unidade suprimindo a diversidade. Mas antes é respeitando a diversidade em que tudo se manifesta, que podemos verdadeiramente afirmar a unidade para que tudo tende"

- José Marinho, "Sociedade e Rebanho", in Ensaios de Aprofundamento e outros textos, Lisboa, INCM, 1995, p.127.