Fernando Pessoa: Filosofia, Religião e Ciências do Psiquismo Humano (9ª Sessão)
A nona sessão do ciclo de conferências Fernando Pessoa: Filosofia, Religião e Ciências do Psiquismo Humano ocorrerá dia 6 de Junho de 2012, na Casa Fernando Pessoa.
A sessão tem início às 18h30 e conta com uma palestra de Paulo Borges intitulada:
D. Sebastião e o Quinto Império em Fernando Pessoa.
Convidamos todos os interessados a estarem presentes nesta sessão.
Organização: Paulo Borges, Nuno Ribeiro e Cláudia Souza.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
Hoje, 18.30, "D. Sebastião e o Quinto Império em Fernando Pessoa"
Fernando Pessoa: Filosofia, Religião e Ciências do Psiquismo Humano (9ª Sessão)
A nona sessão do ciclo de conferências Fernando Pessoa: Filosofia, Religião e Ciências do Psiquismo Humano ocorrerá dia 6 de Junho de 2012, na Casa Fernando Pessoa.
A sessão tem início às 18h30 e conta com uma palestra de Paulo Borges intitulada:
D. Sebastião e o Quinto Império em Fernando Pessoa.
Convidamos todos os interessados a estarem presentes nesta sessão.
Organização: Paulo Borges, Nuno Ribeiro e Cláudia Souza.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ciclo de Conferências – Fernando Pessoa: Filosofia, Religião e Ciências do Psiquismo Humano - dia 12, 18.30

Visando o avanço dos estudos pessoanos em Portugal e no Brasil o ciclo de conferências «Fernando Pessoa: Filosofia, Religião e Ciências do Psiquismo Humano» ocorrerá na Casa Fernando Pessoa, entre Outubro de 2011 e Junho de 2012, com uma periodicidade mensal. Este ciclo de conferências pretende abrir um espaço de diálogo que premeie o debate sobre a relação entre a criação estética de Pessoa e a reflexão presente nos campos da filosofia, da religião e de ciências do psiquismo como a psiquiatria e a psicanálise. Este ciclo de conferências pretende igualmente dar a conhecer, através da participação de especialistas do âmbito universitário, alguns dos textos inéditos de Pessoa. Com efeito, muitos dos textos do espólio de Pessoa relativos à filosofia, religião, psiquiatria e psicanálise aguardam ainda publicação. Pretende-se, deste modo, convidar estudiosos pessoanos, assim como professores e investigadores das áreas da filosofia e psicanálise, para a discussão de um Pessoa ainda por conhecer.
Conferências de 12 de Outubro: Charles Robert Anon & Alexander Search: Filosofia e Psiquiatria por Cláudia Souza e Nuno Ribeiro; Um "olhar sphyingico e fatal": Portugal, Europa e Ocidente no primeiro poema da Mensagem por Paulo Borges. Sempre às 18h30.
O blogue Estudos Pessoanos: http://www.estudospessoanosportugalebrasil.blogspot.com/
Comissão organizadora: Paulo Borges, Nuno Ribeiro, Cláudia Souza.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Casa Fernando Pessoa- Apresentação da revista "Cultura Entre Culturas" nº3
Transcrevemos aqui, por sugestão de Paulo Borges, as palavras de apresentação do nº 3 da revista "Cultura Entre Culturas", proferidas ontem na Casa Fernando Pessoa por Luiz Pires dos Reys, director de arte da publicação.
Integraram a mesa Paulo Borges (director), António Baptista Lopes (Âncora Editora), Miguel Real (romancista e ensaista) e Luiz Pires dos Reys (director de arte).
A leitura do texto integral pode ser feita mediante download a partir do link no final deste post.
Acredite-se ou não, entro hoje pela primeira vez nesta Casa.
Mas, será a, por assim dizer, primeira vez a primeira vez de qualquer coisa? Ou será a decisão de entrar, um dia, nesta ou noutra casa o que é verdadeiramente primeiro?
Chamando a mim adequadas palavras de Casimiro de Brito, a abrir o seu Labyrinthus – entro aqui “devagar e subterrado”.
Devagar, porque este lugar é para ser visitado com vagar. Subterrado, porque é o seu quê esmagador o que aqui se respira. Não que seja sufocante, mas porque, pelo contrário, tem algo da vastidão de um deserto: árido e sufocante apenas para quem não saiba, como eu porventura talvez não saiba como atravessá-lo incólume.
Entrar é propriamente consentir - sentir com, portanto. Consentir, ou consentir-se, é aceder ao entre (esse âmbito desprovido de verdadeiro espaço mas, ainda assim, não menos real) ao entre que vai da soleira da porta até ao ponto mais recôndito, difuso e quase esquecido que há dentro, passando pelo d’entre que, deste modo, se insinua manifesto entre mim e esse, digamos, antro que vai entrando por mim adentro.
É portanto, como se vê, pura inter-penetração o movimento de entrar, onde quer que o esbocemos. Aliás, apetecia-me dizer inter-penentração, não fora isso mais perplexivo do que propriamente aclarador.
O que isso quereria dizer é que eu (ou outro alguém) que entro na casa, nesta casa, sou, mediante tal acto, posto no âmbito entre que, misteriosamente, medeia o aquém da porta e o além dela. Isso, que displicentemente supomos saber, não sabemos realmente o que seja.
É porventura apenas o não ser uma coisa nem outra, nem fora nem dentro, nem porventura sequer o transcurso de um para o outro.
A casa, acolhe-me assim como o que é abertura de receptividade, pública, digamos – abrindo-se-me, no abrir-me o seu espaço interno. Mas, este espaço interior é mais propriamente impasse, para quem entre, e (perdoe-se-me a bizarria da expressão) impasse entre-ior.
O dentro da casa é sempre o fora de mim, e abre-se-me em intimidade na medida apenas em que eu sinta que ela, a casa - qualquer casa ou espaço, âmbito ou contexto que seja - me convida a entrar nele, e me acolhe assim.
O seio da casa, contanto que eu o não sinta intimidante, e o adopte por assim dizer como intrínseco ao meu diálogo com o seu espaço visitável ou habitável, passará a ser parte de mim e, deste modo - ainda que já interior também a mim, em certa medida - mantém-se relativo a um campo sempre re-visitável, que nesse sentido me permanecerá sempre exterior.
O que medeia entre uma coisa e a outra, isto é, entre a intimidação de alguma eventual estranheza e a intimidade por assim dizer con-cêntrica comigo - isso é, propriamente, aquele campo, aquele âmbito, que aqui designamos por Entre.
http://pt.scribd.com/doc/65755937/Apresentacao-da-revista-Cultura-Entre-Culturas-nº3-por-Luiz-Pires-dos-Reys-na-Casa-Fernando-Pessoa-20-de-Setembro-de-2011
http://pt.scribd.com/doc/65755937/Apresentacao-da-revista-Cultura-Entre-Culturas-nº3-por-Luiz-Pires-dos-Reys-na-Casa-Fernando-Pessoa-20-de-Setembro-de-2011
sexta-feira, 25 de junho de 2010
MARATONA DE LEITURA NA CASA FERNANDO PESSOA EM HOMENAGEM A SARAMAGO


A maratona de leitura tem inicio marcado para o meio-dia, na Casa Fernando Pessoa , em Lisboa, e deve durar mais de 14 horas e prolongar-se pela madrugada de sábado, assinala o sétimo dia sobre a morte do Nobel da Literatura José Saramago.
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" é o romance que começa a ser lido ao meio dia de hoje pela viúva do escritor, a espanhola Pilar del Rio, na Casa Fernando Pessoa, que promove a homenagem ao autor falecido dia 18 na sua casa na ilha espanhola de Lanzarote.
O tempo médio para ler uma página é de minuto e meio, pelo que a leitura da obra de 582 páginas deverá arrastar-se pelo menos até às 2h00 de sábado, de acordo com dados disponibilizados à agência Lusa pela diretora da Casa Fernando Pessoa, a escritora Inês Pedrosa.
Na leitura colaborarão várias personalidades, entre as quais António Mega Ferreira, Leonor Xavier, José Mário Silva, José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares, mas a sessão é aberta à colaboração do público.
"Foi um impulso que tive para assinalar o sétimo dia da morte de José Saramago e achei que fazia sentido fazê-lo com uma maratona de leitura de 'O ano da morte de Ricardo Reis', uma vez que é uma obra que tem diretamente a ver com Pessoa", disse Inês Pedrosa à Lusa.
Leitura em lugar de missa
"Habitualmente, o sétimo dia da morte das pessoas é assinalado com uma missa, mas, como Saramago não era crente, achei que a melhor homenagem que lhe podíamos prestar era lendo a obra dele", acrescentou.
Antes desta maratona, a Casa Fernando Pessoa já promoveu outra, de "As memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado do Assis, em 2008, para assinalar o centenário da morte do escritor brasileiro.
A escritora disse ainda que já tinha pensado realizar esta maratona em vida de José Saramago, o que não foi possível devido "à muito preenchida agenda do escritor e à sua fragilidade física e de saúde nos últimos tempos".
O escritor será também recordado em novembro próximo quando a instituição dirigida por Inês Pedrosa promover o II segundo congresso internacional sobre Fernando Pessoa, revelou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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