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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

António Ramos Rosa no dia da homenagem/lançamento da Cultura ENTRE Culturas


Filipe Nobre Gomes, António Ramos Rosa e Paulo Borges, num fim de tarde memorável.

"Não queiras mais que a gratuita lucidez / do instante sem caminho" - ARR

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Lançamento do nº 4 da revista "Cultura Entre Culturas" - homenagem a António Ramos Rosa - 25 de Outubro, às 18,30 horas. A apresentação será feita pela Profª Maria Teresa Dias Furtado (Univ. Lisboa) e pelo Prof. António Cândido Franco (Univ. Évora). Estarão presentes o director, Paulo Borges, o director de arte, Luiz Pires dos Reys, e o editor, Dr. Baptista Lopes (Âncora Editora).


No próximo dia 25 de Outubro, terça-feira, às 18,30 horas, é lançado o nº 4 da revista Cultura Entre Culturas, em número que dedica a António Ramos Rosa um caderno especial de 60 páginas, com poemas e desenhos inéditos do poeta, bem como diversos estudos e testemunhos de figuras destacadas da nossa Cultura. 
A apresentação será feita pela Profª Maria Teresa Dias Furtado (Univ. Lisboa) e pelo Prof. António Cândido Franco (Univ. Évora).
Estarão presentes o director da publicação, Prof. Paulo Borges, o director de arte, Luiz Pires dos Reys, e o editor, Dr. Baptista Lopes (Âncora Editora).
A sessão tem lugar no local onde reside hoje o poeta: 


Residência Faria Mantero 
Praça de Dio, n.º 3
1400-102 Lisboa 
(a 10 minutos da estação de comboios de Belém e a 5 minutos do Centro Cultural de Belém).
Localização:
De automóvel: http://g.co/maps/fqvqd
De comboio:  http://g.co/maps/qehqc

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"O que procuramos será real?"



“O que procuramos será real? Ou será o impossível / fruto do desejo sempre latente e indefinível?” – António Ramos Rosa

Talvez o que procuramos seja real, mas não a procura, nem o que julgamos procurar, nem quem procura, nem o que consideramos ser “real”. Talvez tudo isto seja sim “o impossível fruto do desejo sempre latente e indefinível”, isso que sempre se distancia do que busca por imaginar carecer do que em si superabunda.

"Tudo o que pensamos ou é de mais ou de menos"

- António Ramos Rosa

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Amo o teu túmido candor de astro



a tua pura integridade
delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade
acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança de um peito
que pulsa
e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou
à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo

porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas
tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar

Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde
frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por
ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto

de O Teu
Rosto(1994)

António Ramos Rosa

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Às vezes a realidade abre um rasgão"




"Às vezes a realidade abre um rasgão
e nós vemos o clamor da derradeira cal
ou o incêndio das nossas coordenadas
Mas nós não suportamos essa visão do fim
e procuramos reconstruir o nosso círculo quotidiano"

- António Ramos Rosa, As Palavras, p.51.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Não queiras mais que a gratuita lucidez / do instante sem caminho"

Não queiras mais que a gratuita lucidez
do instante sem caminho Não julgues que ele é mais
do que a casual aragem de não ser mais nada
do que o voluptuoso fluir de um puro vazio

Em distraído vagar como uma leve nuvem
torna-te vago também deixa ascender em ti
essa torre ténue que quer a transparência
e a graça flexível de pertencer ao ar

Não queiras conhecer o que há por trás desse fulgor puro
se é que há algo por trás Aceita a sua dádiva gratuita
porque ele é preciosamente nulo
e tão essencial como o ar que se respira

- António Ramos Rosa, As Palavras, Porto, Campo das Letras, 2001,p.32.