Mostrar mensagens com a etiqueta ética global. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ética global. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de março de 2013

“Se eu soubesse de algo que fosse útil a mim., mas prejudicial..."

“Se soubesse de algo que fosse útil a mim, mas prejudicial à minha família, rejeitá-lo-ia da minha mente. Se soubesse de algo útil à minha família, mas não à minha pátria, procuraria esquecê-lo. Se soubesse de algo útil à minha pátria, mas prejudicial à Europa, ou então útil à Europa, mas prejudicial ao Género humano, consideraria isto como um crime”

- Montesquieu

Nós acrescentamos: se soubesse de algo útil ao género humano, mas prejudicial aos demais seres vivos e à Terra, consideraria isso uma ilusão.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma ética global para um só mundo




"Se o grupo junto do qual nos queremos justificar for a tribo ou a nação, a nossa moral será provavelmente tribal ou nacionalista. Se, no entanto, a revolução nas comunicações tiver criado um público global, podemos sentir necessidade de justificar o nosso comportamento junto de todo o mundo. Esta alteração fornece a base material de uma nova ética que servirá os interesses de todos aqueles que vivem neste planeta, e fá-lo-á de uma forma que, apesar de muita retórica, nenhuma ética produziu até agora"

- Peter Singer, Um só mundo. A ética da globalização, Lisboa, Gradiva, 2004, pp.39-40.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A ética global segundo Hans Küng




"Quais são as fontes de uma ética global? Resposta: todo o intuito de formulação de ma ética global há-de colher o seu conteúdo "dos recursos culturais, ideias, experiências emocionais, recordações históricas e experiências espirituais dos povos". Apesar das diferenças das culturas, há certas temas que aparecem em quase todas as tradições culturais e que podem servir de inspiração para uma ética global.

A primeira fonte constituem-na as grandes tradições culturais, especialmente "a ideia da vulnerabilidade humana e o consequente impulso ético de minorar o sofrimento, na medida do possível, e garantir a cada indivíduo a sua segurança"

- Hans Küng, Una ética mundial para la economía e la política, Madrid, Trotta, 1999, p.239 (citações do Report of the World Commission on Culture and Development, "Our Creative Diversity", Paris, 1995).

Esta perspectiva deva ser completada, superando o seu antropocentrismo, pela igual consideração dos seres não-humanos e da natureza. Só assim se poderá falar de uma ética global.

O nº1 da revista Cultura ENTRE Culturas publica uma conferência inédita deste pensador, que faz parte da sua Comissão de Honra.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"Trata os outros como gostarias que te tratassem"

Alguns aspectos da ética podem justamente ser considerados universais, ou praticamente universais. A reciprocidade, pelo menos, parece ser comum a todos os sistemas éticos. A noção de reciprocidade pode ter servido de base à «regra de ouro» - trata os outros como gostarias que te tratassem -, que eleva a ideia de reciprocidade a um princípio distinto não necessariamente relacionado com o modo como alguém nos tratou no passado. A regra de ouro encontra-se - com diferentes formulações - numa grande variedade de culturas e ensinamentos religiosos, incluindo, numa ordem aproximadamente cronológica, os de Zoroastro, Confúcio, Mahavira, no «Levítico», em Hillel, Jesus, Maomé, Kant e muitos outros. Na última década assistiu-se a uma tentativa de redacção de uma «Declaração de Uma Ética Mundial», uma afirmação de principios que são universalmente aceites em todas as culturas. Este projecto teve início num encontro conhecido como «Parlamento das Religiões do Mundo» - mais estritamente falando, o Segundo Parlamento das Religiões do Mundo, pois este reuniu-se em Chicago em 1993, um século depois da sua primeira reunião. Circulam actualmente diferentes versões da declaração. Uma delas, redigida pelo teólogo Hans Kung e aprovada pelo Segundo Parlamento das Religiões do Mundo, principia com uma exigência fundamental de que «todo o ser humano seja tratado humanamente». Tornando esta exigência mais precisa, refere-se a regra de ouro como «norma irrevogável e incondicional aplicável a todas as áreas da vida». Leonard Swidler, que preside ao Centro para a Ética Mundial, na Universidade de Temple, em Filadélfia, publicou uma versão revista deste documento que considera a própria regra de ouro a regra fundamental da ética.

Peter Singer, Um Só Mundo, 2004, Gradiva, Lisboa, pp.196-197

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"É nocivo tentar discutir, com base na filosofia ou na metafísica, se uma religião é melhor que outra."

Penso algumas vezes que a religião é como um medicamento para o espírito humano. Não podemos realmente avaliar se um remédio é eficaz independentemente da utilização e da condição específica do doente. Não podemos dizer que o remédio é excelente devido a este ou àquele ingrediente. Se deixarmos de fora o doente e o efeito que o remédio tem nele isso deixa praticamente de ter sentido. O que tem sentido é dizer que no caso de tal doente com tal doença esse remédio é o mais eficaz. Em relação às tradições religiosas é o mesmo: podemos dizer que tal tradição é a mais eficaz para tal indivíduo. É nocivo tentar discutir, com base na filosofia ou na metafísica, se uma religião é melhor que outra. O importante é que seja eficaz para cada caso.

Sua Santidade O Dalai Lama, Ética para o Novo Milénio, 2000, Editorial Presença, Lisboa, pp.164-165

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Ética Global: uma perspectiva intercultural" - a visão budista



Agradeço ao António Moura o filme que fez desta minha intervenção, em representação da União Budista Portuguesa, no painel "Ética Global: uma perspectiva intercultural", nas Conferências Democráticas que ainda decorrem na Sociedade Portuguesa de Geografia, organizadas pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial.

Uma bela iniciativa, inspirada nas propostas de Hans Küng e nas Conferências do Casino! Recordo que a nova revista ENTRE publicará a última conferência de Hans Küng, feita em Dezembro de 2009 na Suíça.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Hans Küng, colaborador da ENTRE, sobre o diálogo inter-religioso, a ética global e a Igreja Católica



O Professor e controverso teólogo Hans Küng fala sobre a necessidade do diálogo inter-religioso e de uma ética global para a paz mundial, bem como sobre a situação da Igreja Católica. Hans Küng honra o número 1 da revista ENTRE com um inédito que já nos enviou.

arevistaentre.blogspot.com